VAMOS ENTENDER POR QUE O PIX VIROU ALVO DOS EUA NO TARIFAÇO?
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| (crédito: foto reprodução 'IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 18h35 desta sexta-feira, 17 de julho de
2026.
Investigação americana questiona o modelo de funcionamento do
sistema de pagamentos brasileiro e cita suposta vantagem sobre empresas
privadas
Uma das principais formas de pagamento dos brasileiros nos
últimos anos, o Pix está no centro de uma disputa comercial entre Brasil e
Estados Unidos. O governo de Donald Trump incluiu a ferrmenta entre os
argumentos usados para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
exportados para os EUA, anunciada na quarta-feira (15).
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos
(USTR, na sigla em inglês) afirmou que o sistema brasileiro prejudicaria
empresas americanas do setor de pagamentos ao criar uma concorrência
considerada desigual.
Por que o Pix virou alvo dos EUA
No Brasil, o Pix ampliou o uso dos pagamentos instantâneos ao
permitir transferências diretas entre contas, reduzindo custos e acelerando o
recebimento dos valores. Antes, muitos pequenos negócios dependiam de dinheiro
em espécie ou de cartões, sujeitos a taxas e prazos maiores para o repasse.
Segundo pesquisa do Sebrae e do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e
Econômicas (Ipespe), 59% dos pequenos empreendedores já têm o Pix como
principal meio de recebimento. Entre os microempreendedores individuais (MEIs),
97% utilizam o sistema para pagamentos.
Especialistas avaliam que o Pix aumentou a concorrência no
mercado de pagamentos à vista, pressionando empresas tradicionais do setor.
Na investigação aberta pelo Escritório do Representante de
Comércio dos
Estados Unidos (USTR), o governo americano afirma que o Banco
Central atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, o que, na
visão de Washington, favoreceria o Pix em relação a empresas privadas. Os EUA
também alegam que companhias americanas poderiam ser prejudicadas ao competir
com uma infraestrutura pública de pagamentos.
O governo Trump afirma, porém, que não pretende extinguir o
Pix, mas questiona o que considera tratamento diferenciado ao sistema.
Outro ponto citado por analistas é o avanço do projeto do Pix
Internacional, desenvolvido pelo Banco Central para integrar pagamentos
instantâneos entre países. Para alguns especialistas, essa iniciativa pode
reduzir a dependência de meios tradicionais de pagamento e ampliar alternativas
ao dólar em operações internacionais.
Em 2025, o Pix movimentou cerca de R$ 35,4 trilhões em quase
80 bilhões de transações, segundo dados do Banco Central.
O Pix é apenas um dos argumentos apresentados pelos Estados
Unidos para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
O relatório do USTR também cita decisões do STF envolvendo
plataformas digitais, críticas ao ambiente regulatório para empresas de
tecnologia, questões de propriedade intelectual, corrupção, tarifas de
importação e políticas comerciais.
O governo brasileiro rejeita as acusações e afirma que as
medidas seguem a legislação nacional e a soberania do país.
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Com informações no site ICL Notícias.











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