PRECISAMOS INVESTIR EM DEFESA, SE A GENTE NÃO SE PREPARAR QUALQUER DIA ALGUÉM INVADE, DIZ LULA

(crédito: foto reprodução "IA" para ilustração do texto)

Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 20h23 desta segunda-feira, 09 de março de 2026

Lula alerta para risco de invasão e defende investir em Defesa, enquanto o Exército avança em projetos de enxame de drones com tecnologia nacional.

Nesta segunda-feira, 9 de março, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu investimentos na área de defesa e soberania. Lula sinalizou principalmente preocupação com a Defesa: “Se a gente não se preparar, qualquer dia alguém invade a gente”.

A fala recente de Lula da Silva sobre a necessidade de se investir em segurança e soberania coloca a Defesa novamente no centro do debate nacional.

Ao mesmo tempo fica clara a contradição entre o discurso histórico do presidente contra gastos militares e o avanço de projetos estratégicos do Exército, como o sistema de enxame de drones com inteligência artificial.

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Lula se encontra com Ramaphosa e fecha acordos na área de Defesa

A declaração, num momento de escalada de conflitos no mundo, foi dada ao lado do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

O presidente sul-africano realiza visita de Estado ao Brasil, e foi recebido por Lula no Palácio do Planalto pela manhã e depois para um almoço no Itamaraty. O presidente Ramaphosa ainda tem agendas no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula falou sobre acordos com a África do Sul na área de defesa. Disse que o País “poderá se tornar mercado relevante para a indústria de defesa” brasileira.

Críticas de Lula aos gastos militares e à indústria de armasUma matéria publicada no Estadão de hoje salienta que Lula repetidamente critica, em seus discursos, os investimentos em armas e em defesa feitos por outras nações, principalmente quando fala sobre a fome no mundo.

Segundo Lula, os países investem bilhões de dólares produzindo armas, quando deveriam se preocupar em erradicar a fome no planeta.

Exército investe em enxame de drones e inteligência artificial

No entanto, enquanto o comandante supremo das Forças Armadas critica uso de recursos estatais para a fabricação de armamentos, o Exército brasileiro faz exatamente o oposto.

Na semana passada, a Força terrestre deu mais um passo no fortalecimento de sua capacidade científica e tecnológica. No dia 5 de março, o EB apresentou um projeto pioneiro e nacional, voltado ao emprego coordenado de múltiplos drones.

 O Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército, por intermédio do Instituto Militar de Engenharia (IME), conduziu a iniciativa.

O Exército apresentou um sistema inovador com inteligência artificial para controlar enxames de drones em operações militares.

O Centro de Comunicação do EB declarou que isso “demonstra o avanço da Força em áreas estratégicas como robótica, inteligência artificial e sistemas autônomos.”

Como funciona o sistema enxame de drones do Exército brasileiro

O carro chefe foi o projeto “Enxame de Veículos Autônomos Aéreos e Terrestres: Guiamento, Controle e Navegação (EVAAT-GCN)”, conhecido como Sistema “Enxame de Drones”.

A iniciativa tem como objetivo desenvolver um demonstrador tecnológico capaz de coordenar diversos robôs autônomos, aéreos e terrestres, para atuação integrada em operações militares.A proposta prevê que esse sistema opere de forma colaborativa, compartilhando informações em tempo real e tomando decisões de maneira distribuída.

Essa capacidade permitirá executar missões como reconhecimento, vigilância e, potencialmente, apoio de fogo com elevado nível de precisão, ampliando significativamente as possibilidades operacionais da Força e reduzindo a exposição de militares a situações de risco.

Lula, a fome no mundo e o papel da Defesa

Na fala de Lula, recortada pela matéria do Estadão, o mandatário replicou seus argumentos costumeiros a respeito de fome e guerra:

“Aqui (no Brasil) ninguém tem bomba nuclear, nossos drones são para agricultura, ciência e tecnologia e não para a guerra. Pensamos em defesa como dissuasão. Mas não sei se Ramaphosa percebe, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, disse Lula.

“Isso é uma coisa que o Brasil tem uma necessidade similar à da África do Sul, portanto precisamos juntar nosso potencial e ver o que podemos produzir juntos.

Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, poderemos produzir. Precisamos nos convencer de que ninguém vai ajudar a gente além de nós mesmos”, declarou.

Um novo cenário para os investimentos em Defesa no BrasilFinalmente o contraste entre o discurso histórico de Lula sobre gastos militares (em geral parcimoniosos) e o andamento dos projetos de modernização nas Forças Armadas escancara um cenário novo.

O Brasil, pressionado por um ambiente internacional mais e mais instável, tende a ampliar gradualmente os investimentos em Defesa, especialmente em áreas ligadas à autonomia tecnológica e ao desenvolvimento de novos sistemas de armas.


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Com informações Revista Sociedade Militar.

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