VAMOS ENTENDER O QUE ESTÁ EM JOGO NO RETORNO DO JULGAMENTO DE CLÁUDIO CASTRO, PREVISTO PARA ESSA TERÇA-FEIRA (10) NO TSE?
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| (crédito: foto reprodução "IA" para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 8h15 desta terça-feira, 10 de março de 2026.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma, nesta terça-feira (10), o julgamento que pode levar à cassação do governador Cláudio Castro (PL) e torná-lo inelegível por oito anos. A análise, porém, vai além do futuro do mandachuva do Palácio Guanabara: o desfecho do caso terá forte impacto no desenho da base governista para as eleições de outubro.
O julgamento
será retomado com o voto do ministro Antonio Carlos Ferreira. A expectativa é
que ele acompanhe a relatora, Isabel Gallotti, formando um placar provisório de
2 a 0 pela condenação de Castro, na esteira das acusações de abuso de poder
político e econômico no escândalo do Ceperj.
Novo pedido
de vista deve atrasar ainda mais o julgamento
Contudo,
para alívio do cacique fluminense, o martelo não deve ser batido
definitivamente nesta terça-feira. Nos bastidores do tribunal, a aposta é que
um novo pedido de vista de algum ministro suspenda novamente a discussão por
até 60 dias.
O caso
Ceperj trata do suposto uso de dinheiro público para o pagamento de cabos
eleitorais nas eleições de 2022. Além de Castro, também são acusados pelos
mesmos crimes Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa
(Alerj), e Thiago Pampolha, ex-vice-governador e atual conselheiro do Tribunal
de Contas do Estado (TCE-RJ).
São
necessários quatro votos no TSE para formar maioria
Para que haja cassação - ou absolvição - é necessário formar maioria simples: quatro votos, já que o TSE é composto por sete ministros. Os próximos a votar, pela ordem, são:
Floriano de Azevedo Marques, ligado ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
Estela
Aranha, indicada pelo ministro do STF Flávio Dino.
Kassio Nunes
Marques, vice-presidente do TSE e também ministro do STF, indicado pelo
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
André
Mendonça, também ministro do STF, indicado por Bolsonaro.
Cármen
Lúcia, presidente do TSE e também ministra do STF, indicada pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As duas
cartas na manga de Castro
O governador
Cláudio Castro será julgado em escândalo dos cargos secretos, no TRE-RJ
Governador
do Rio de Janeiro, Cláudio Castro
Por outro
lado, Castro aposta em dois movimentos para que o processo não chegue ao fim
tão cedo.
A primeira é
um eventual pedido de vista já nesta terça. Isso daria tempo suficiente para
que o governador renuncie até o início de abril e seja candidato ao Senado.
Nesse cenário, o TSE perderia o objeto da cassação do mandato - já que ele não
estaria mais no cargo.
A segunda
aposta envolve o comando da Corte. Caso o processo seja interrompido por um
pedido de vista e devolvido dentro do prazo de 60 dias, quem deve decidir sobre
a pauta já não será Cármen Lúcia, que encerra sua presidência em junho. Quem
assume a cadeira é Nunes Marques, visto como mais propenso a atrasar a retomada
do julgamento.
A saída de
Castro do Palácio Guanabara — seja por renúncia ou cassação — é aguardada com
atenção pela base governista. O cenário mais provável é uma eleição indireta na
Alerj para definir quem assumirá o mandato-tampão até dezembro, uma vez que não
há mais vice-governador.
Nesse
tabuleiro, três nomes já apareceram: Douglas Ruas, secretário estadual das
Cidades e pré-candidato ao governo; Nicola Miccione, secretário estadual da
Casa Civil e homem de confiança de Castro; e André Ceciliano, ex-presidente da
Alerj e atual secretário do governo Lula.
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Com informações ICL Notícias.

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