VÍDEO: ‘O QUE SABEMOS SOBRE O PEDIDO DE RENÚNCIA DE PEÑA, PRESIDENTE DO PARAGUAI E APROVAÇÃO DO SEU IMPEACHMENT PELA CÂMARA'

(crédito: imagem reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto)
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Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 15h40 desta quinta-feira, 05 de novembro de 2026.


Em uma reviravolta dramática no cenário político sul-americano, a Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou por unanimidade a carta de renúncia apresentada pelo presidente Santiago Peña, (foto) e aprovou, por 78 votos a favor e nenhum contrário, a abertura do seu processo de impeachment. O terremoto político foi desencadeado pela quebra do Ueno Bank, o maior banco digital do país, que congelou as contas de quase 3 milhões de pessoas — cerca de 60% da população adulta paraguaia.

Mesmo após o anúncio de renúncia feito por Peña através das redes sociais, os parlamentares optaram por dar seguimento à destituição para evitar que o agora ex-mandatário assumisse o cargo de senador vitalício e mantivesse foro privilegiado para responder às investigações na Justiça comum.

➤Os Motivos: Conflito de Interesses e Crise Financeira

A oposição, que protocolou o pedido de impeachment com o apoio posterior de toda a bancada governista do Partido Colorado, acusou Peña de "mau desempenho de suas funções" e grave conflito de interesses. O ex-presidente foi acionista da holding controladora do Ueno Bank até março de 2025 e é acusado de direcionar cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos — incluindo verbas do Instituto de Previdência Social — para capitalizar a instituição privada.

A crise se aprofundou depois que o Banco Central do Paraguai determinou a liquidação do banco por insuficiência de capital decorrente de empréstimos irregulares a empresas ligadas ao próprio grupo controlador. A situação paralisou o comércio local, já que duas em cada três transações em grandes redes varejistas do país dependiam da plataforma financeira.

➤O Pronunciamento: 

Antes da votação na Câmara, Santiago Peña realizou um pronunciamento público em vídeo focado na estabilidade econômica. Em tom sóbrio, ele declarou:

"Quero pedir desculpas ao povo se, em algum momento, falhei. Nunca foi minha intenção trair a confiança que depositaram em mim".

Confira no vídeo abaixo:

Peña justificou a tentativa de deixar o cargo afirmando que sua prioridade máxima era a "tranquilidade dos paraguaios que confiaram suas economias ao sistema financeiro". Ele também defendeu o cumprimento célere do Fundo de Garantia de Depósitos para ressarcir os poupadores e frisou que os culpados pelas fraudes responderão perante a lei.

➤Repercussão e Próximos Passos

O anúncio da quebra do banco e o impasse político geraram fortes protestos populares nas proximidades do Congresso e na residência presidencial, contidos pela Polícia Nacional com o uso de gás de pimenta e balas de borracha. O Ministério Público paraguaio agiu rapidamente, emitindo mandados de prisão contra executivos envolvidos no esquema financeiro.

Politicamente, o isolamento de Peña culminou com a perda de suporte de seu próprio mentor político, o ex-presidente Horacio Cartes. O processo de impeachment agora segue para o julgamento definitivo do Senado paraguaio. Enquanto isso, a Câmara rejeitou o pedido de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana, que deverá assumir formalmente o comando do Poder Executivo para tentar conter a grave turbulência socioeconômica no país.


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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz.

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