VÍDEO: 'O QUE SABEMOS SOBRE INDÍGENAS RELATAREM ENVENENAMENTO DE ÁGUA EM MS APÓS REELEIÇÃO DE LULA'

(crédito: foto reprodução do Instagram para ilustração do texto)

Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 21h10 desta sábado, 31 de outubro de 2026.

Deputada Célia Xakriabá aciona ministérios e MPF após áudio vazar em aplicativo de mensagens: “Matar essas praga pela água”.

A deputada federal Célia Xakriabá (Psol) informou que solicitou formalmente a abertura de investigações para apurar o suposto envenenamento de fontes de água no território dos indígenas Guarani Kaiowá, localizado em Mato Grosso do Sul. Segundo a parlamentar, os ataques teriam motivação política e ocorreram após o resultado das eleições presidenciais.

A denúncia baseia-se em relatos de lideranças locais e em um áudio que circula no aplicativo WhatsApp. Na gravação, um homem afirma textualmente que é preciso “matar essas praga [sic] pela água”. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) também endossou a denúncia e manifestou preocupação com a segurança das comunidades.

➤ Crise hídrica e vulnerabilidade

Xakriabá ressaltou que os Guarani Kaiowá já enfrentam uma crise crônica de abastecimento, dependendo rotineiramente de caminhões-pipa devido à falta de acesso à água potável na região. "Contaminar esse recurso coloca em risco direto a sobrevivência dessa população", alertou a deputada.

Em razão do vínculo direto das ameaças com o processo eleitoral, o caso foi encaminhado para quatro órgãos federais:

➦ Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)

➦ Ministério dos Povos Indígenas (MPI)

➦Ministério Público Federal (MPF)

➦ Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

As autoridades competentes devem avaliar as medidas cabíveis para garantir a proteção dos territórios afetados.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o envio e a atuação da Força Nacional de Segurança Pública para garantir a integridade física dos indígenas das aldeias Guarani Kaiowá, localizadas no estado de Mato Grosso do Sul. A medida visa conter a escalada de violência decorrente de conflitos fundiários históricos na região e assegurar a ordem pública nas áreas delimitadas.

➤ Detalhes da Operação e Contexto

➦ Objetivo principal: Garantir a segurança dos membros da comunidade indígena e dos servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), além de evitar novos confrontos entre indígenas e produtores rurais.

➦ Área de atuação: As ações se concentrarão nas terras indígenas mapeadas e homologadas (ou em processo de demarcação) que vêm registrando picos de tensão e episódios recentes de violência física.

➦ Duração do decreto: O contingente atuará por um período inicial determinado, prorrogável caso os relatórios de inteligência apontem a persistência de riscos à vida e à ordem social na região.

➦ Coordenação conjunta: A Força Nacional operará em estreito apoio à Polícia Federal e aos órgãos de assistência indigenista locais, estabelecendo barreiras de fiscalização e patrulhamento preventivo contínuo.

A presença das tropas federais atende a pedidos urgentes de lideranças indígenas e organizações de direitos humanos, que alertavam para a vulnerabilidade das famílias Guarani Kaiowá diante de disputas territoriais acirradas na fronteira agrícola do país.

➤Principais Acontecimentos Recentes

Violência Pós-Eleitoral (Outubro de 2026): Após o segundo turno das eleições presidenciais, as lideranças indígenas denunciaram uma escalada brutal de agressões. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) acompanha a investigação de pelo menos cinco assassinatos de indígenas ocorridos em poucos dias. Além disso, foram relatadas investidas com caminhonetes para intimidar as aldeias e coibir o deslocamento de eleitores.

➦ Ameaça de Envenenamento de Água Potável: Uma das denúncias mais graves em apuração pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) ocorre no município de Tacuru. Áudios atribuídos a um servidor municipal sugeriram colocar veneno na água de caminhões-pipa que abastecem a Aldeia Sassoró. O pânico fez com que as famílias parassem de consumir a água local.

 ➦Atropelamentos e Emboscadas: Em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, um indígena foi atropelado de forma proposital e violenta. Casos semelhantes de tentativas de homicídio e cercos por jagunços armados também foram registrados em Naviraí e Nioaque.

➦ O Cerco de Douradina (Julho de 2024): A escalada atual dá sequência a episódios graves ocorridos nos anos anteriores. Em meados de 2024, a comunidade da Terra Indígena Panambi - Lagoa Rica, em Douradina, sofreu ataques a tiros e um cerco violento após realizarem a retomada de suas terras ancestrais, gerando alertas internacionais de iminência de massacres.

➤Fatores Estruturais do Conflito

➦ Liderança em Violência: De acordo com relatórios históricos da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e do Cimi, o Mato Grosso do Sul lidera há mais de cinco anos o ranking nacional de violência contra a pessoa indígena. Entre os anos de 2022 e 2026, pelo menos seis assassinatos brutais de Guarani Kaiowá já haviam sido consolidados antes mesmo desta última onda de ataques.

➦ Disputa de Terra e "Marco Temporal": A raiz do problema reside na lentidão e na paralisação dos processos demarcatórios das terras tradicionais (conhecidas pelos indígenas como tekoha), que se sobrepõem a áreas de intensa atividade do agronegócio e geram disputas jurídicas e territoriais sem resolução definitiva.

O agravamento da situação motivou o envio urgente de uma comitiva dos ministros dos Povos Indígenas, da Justiça e dos Direitos Humanos para inspecionar os territórios afetados.

Confira no video abaixo o trabalho audivisual que delatou o pensamento de envenenamento das águas do povo indígenas:

 




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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz. 

 

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