PARTIDO LIBERAL LANÇA ROGÉRIO MARINHO PARA A PRESIDÊNCIA DO SENADO
Por: Alvaro Neves.
Postagem 15h20 desta quarta-feira, 04 de novembro de 2026. Líder da oposição enfrenta concorrência de Tereza Cristina e do próprio Davi Alcolumbre
O PL terá a maior bancada da Casa na próxima legislatura, com
29 das 81 cadeiras. Marinho tem ainda o apoio da bancada do Novo, com 3
eleitos.
No próprio campo da direita e do centrão, porém, Marinho terá
que enfrentar a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também almeja a
presidência do Senado. Outro concorrente é o próprio presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição.
Marinho tem dito que ele e Tereza têm um acordo para que não
disputem um contra o outro, ou seja, a expectativa é de que a corrida se
afunile ao final, com a retirada de um dos nomes. A ideia é que, em janeiro, o
congressista considerado menos viável abra mão da disputa para que o outro
unifique a oposição a Alcolumbre.
Relator da Reforma Trabalhista, senador Rogério Marinho
(PL-RN) é autor de emenda contrária ao fim da escala 6×1 que ainda será
avaliada pelo Senado (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Senador Rogério Marinho (PL-RN) (Foto: Valter
Campanato/Agência Brasil)
Aliados do senador do PL afirmam que ele tem mais força,
alavancado pela maior bancada, enquanto o PP terá seis cadeiras.
Nesta terça-feira (3), senadores do partido de Tereza se
incomodaram com o lançamento de Marinho e com ataques, supostamente feitos por
bolsonaristas, em banners e nas redes sociais cobrando que Tereza desista de
concorrer à chefia da Casa. A própria senadora teria se incomodado com a
pressão — os banners pedem que ela “pare de atrapalhar a oposição”.
Marinho foi coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL),
candidato derrotado por Lula (PT) na eleição presidencial. Depois de fugir para
os Estados Unidos, Flávio declarou de lá seu apoio ao aliado na disputa pelo
comando do Senado.
Como mostrou a Folha, a saída de Flávio do país deixou um
vácuo de liderança na direita que congressistas desse campo esperam que seja
ocupado pelo futuro presidente do Senado e também pelo governador reeleito de
São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que se colocou para a eleição
presidencial de 2030.
É por meio do Senado que a direita bolsonarista quer exercer
sua agenda, mesmo tendo perdido a eleição para o Palácio do Planalto. Entre as
pautas mais importantes para esse grupo está a anistia para Jair Bolsonaro (PL)
e outros condenados por golpismo no 8 de Janeiro, além do impeachment de
ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Na tentativa de permanecer à frente do Senado no ano que vem,
o atual presidente da Casa costurou um acordo com o governo Lula e também vem
acenando para a oposição.
Alcolumbre prometeu, por exemplo, articular um indulto ou
anistia a Bolsonaro em troca do apoio da direita, o que foi rechaçado por
senadores bolsonaristas. Flávio, nos Estados Unidos, chegou a chamar de nojenta
a tentativa de usar a liberdade de seu pai como moeda de troca.
O voto para a presidência do Senado é secreto, mas parte da
oposição defende que os senadores divulguem as cédulas de votação antes de
depositá-las nas urnas. A ideia é que a pressão popular constranja os eleitos
pela direita e evite um voto escondido em Alcolumbre, criticado por travar o
impeachment de ministros do STF e por ter auxiliado na vitória de Lula.
Já o presidente do Senado aposta em traições dentro da
oposição e em senadores de direita eleitos por partidos do centrão, com quem
mantém boas relações.
A federação formada por PP e União Brasil, por exemplo,
declarou apoio à reeleição de Alcolumbre, em um movimento para esvaziar Tereza,
mas os senadores dos dois partidos não foram consultados previamente e evitaram
endossar publicamente a nota.
Tereza, por sua vez, tenta construir a candidatura com base
numa rede de apoios alavancada pela bancada feminina e por políticos de centro.
A senadora foi ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro e também
participou ativamente da campanha de Flávio Bolsonaro.









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