CANDIDATOS A PRESIDÊNCIA PROPÕE REAJUSTE COM PERCENTUAL MAIORES PARA SOLDADOS, CABOS E SARGENTOS
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| (crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 9 horas desta quarta-feira, 09 de
setembro de 2026.
Plano de governo do candidato do Democrata (35) propõe piso
do soldo acima do salário-mínimo, recomposição salarial concentrada em
soldados, cabos e sargentos, e apoio à PEC que fixa 2% do PIB para a Defesa, quando
Forças Armadas ganham menos que policiais civis, militares e penais.
Plano de governo de Wilson Grassi, do partido Democrata,
defende piso do soldo acima do salário-mínimo, recomposição concentrada na base
da hierarquia e trajetória de 2% do PIB para a Defesa, num momento em que
praças das Forças Armadas ganham menos que policiais civis, militares, penais e
bombeiros.
Wilson Grassi Júnior, candidato do Democrata, legenda de
número 35, à Presidência da República nas eleições de 2026, apresentou em seu
plano de governo, intitulado “Brasil em Primeiro Lugar”, um conjunto de
propostas para elevar o investimento em defesa nacional e reduzir a distância
salarial entre as Forças Armadas e outras carreiras de segurança pública. O
documento, base da candidatura lançada em convenção realizada em 2 de agosto,
no Rio de Janeiro, dedica um eixo inteiro ao tema, batizado de “Defesa nacional
e guerra ao crime organizado”.
O plano parte de um diagnóstico numérico. O Brasil investe
atualmente cerca de 1,08% do produto interno bruto em defesa, patamar que o
texto descreve como um dos mais baixos do mundo em capacidade militar relativa.
Do orçamento da Defesa, aproximadamente 78% são consumidos pelo pagamento de
pessoal da ativa, da reserva e de pensionistas, restando pouco para equipamento
e modernização. A tabela de soldos vigente desde janeiro de 2026 começa em R$
1.177 para o soldado-recruta e chega a R$ 14.711 no topo da hierarquia, uma
distância de mais de doze vezes entre a base e o topo, com o piso abaixo do salário-mínimo
nacional, hoje em R$ 1.621.
O que o plano prevê para o soldo dos Militares das Forças
Armadas
A proposta de Grassi trata a correção salarial em duas
frentes. A primeira fixa o piso do soldo em valor não inferior ao salário-mínimo
nacional, corrigindo por lei a distorção atual, em que o soldado-recruta recebe
abaixo do mínimo.
O candidato é o único que menciona a perda de poder
aquisitivo da base da pirâmide da Marinha, Exército e Força Aérea, citando
soldados, cabos e sargentos, categorias com maior contingente e maior
rotatividade. Em vez de aplicar percentual linear igual para todos os postos e
graduações, que preserva a distância de mais de doze vezes entre topo e base, o
candidato quer privilegiar a correção das perdas da base militar.
Proposta de melhoria salarial para militares - Plano de
governo do Partido Democrata
Proposta de melhoria salarial para militares – Plano de
governo do Partido Democrata
O documento também prevê revisão do escalonamento vertical da
carreira, com estudo público comparando o soldo tabelado à remuneração média
efetivamente paga em cada graduação. A justificativa apresentada é o
enfrentamento direto da crise de retenção: um sargento formado que deixa a
Força após anos de investimento estatal representa, segundo o texto, prejuízo
duas vezes, para o efetivo e para o erário.
Piso de 2% do PIB e disputa fiscal
Para o orçamento total de defesa, o plano apoia a aprovação
da Proposta de Emenda à Constituição nº 55, de 2023, parada no Congresso há
três anos, que destina o mínimo de 2% do produto interno bruto à área e vincula
ao menos 35% desse valor à modernização de equipamento. Segundo o documento,
essa cláusula é o que evitaria que um eventual aumento de orçamento fosse
absorvido inteiramente pela folha de pagamento, repetindo o desequilíbrio
atual.
A proposta reconhece objeções técnicas ao mecanismo.
Economistas como Bráulio Borges, do FGV Ibre, já alertaram que vincular
percentual fixo de PIB na Constituição reduz a flexibilidade fiscal do governo
e pode fazer o gasto militar crescer à custa de áreas como saúde e educação. A
resposta do plano é o cronograma escalonado de elevação, distribuído ao longo
do mandato, combinado à trava dos 35% para modernização, desenhada para impedir
a captura do aumento pela despesa corrente com pessoal.
Fronteira, combate ao tráfico e indústria de defesa
No campo da geopolítica e da segurança das fronteiras, o
plano propõe bases permanentes nos trechos críticos da faixa de fronteira, hoje
cobertos por operações episódicas, além da conclusão do sistema integrado de
monitoramento com radar, sensoriamento remoto e aeronaves não tripuladas.
Também prevê patrulhamento fluvial e aéreo permanente na Amazônia e na chamada
Amazônia Azul, com cooperação operacional com países vizinhos.
Sobre o emprego das Forças Armadas contra organizações
criminosas, o texto é explícito ao afastar o sentido constitucional de
declaração de guerra, ato que depende de agressão estrangeira e autorização do
Congresso.
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Com informações Revista Sociedade Militar.











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