VÍDEO: DINHO OURO PRETO DEDICA CLÁSSICO DO ROCK BRASILEIRO AO VORCARO E COBRA EXPLICAÇÕES DO STF; CONFIRA

(crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto)

Por: Alvaro Neves.

Postagem  publicada às 3h45 deste domingo, 06 de setembro de 2026.

O momento de protesto aconteceu na noite da última, sexta-feira, 4 de setembro de 2026, durante a abertura do Rock in Rio 2026, no encerramento do Palco Sunset, o vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, proferiu um discurso contundente direcionado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à classe política geral antes de tocar o clássico "Que País É Este". 

O show contou com a participação especial do guitarrista Dado Villa-Lobos em homenagem à Legião Urbana.

Antes de iniciar os acordes da icônica canção escrita por Renato Russo, Dinho Ouro Preto aproximou-se do microfone e disparou dedico essa música a Daniel Vorcaro, a ministros do STF e a políticos de todo o espectro partidário que, segundo ele, devem explicações à sociedade, enfatizando em seguida a resiliência da democracia brasileira diante da "distopia" atual. 

Confira no vídeo abaixo:


 

— Vamos lembrar detalhes da crise em  pauta?

A crise se intensificou com a divulgação de relatórios da PF que indicariam mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, gerando forte repercussão pública e pedidos de apuração sobre o vazamento. O ato no festival tornou-se um dos principais assuntos políticos do evento.

As investigações da Polícia Federal (PF) que serviram de pano de fundo para o protesto no Rock in Rio 2026 fazem parte do chamado Caso Master (ou Operação Compliance Zero), que apura fraudes financeiras bilionárias e o inflacionamento artificial dos ativos do Banco Master.

A grande crise no judiciário estourou na semana do festival, no dia 1º de setembro de 2026, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de relatórios da PF que expuseram o conteúdo extraído do celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A PF identificou uma forte relação de proximidade. Nos diálogos recuperados:

Na antevéspera de ser preso em novembro de 2025, Vorcaro perguntou por mensagem de bloco de notas: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Em outra, ele questiona: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.

As mensagens revelam que Vorcaro cobrava agilidade e prioridade em pagamentos de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

A PF suspeita que o próprio ministro tenha editado o arquivo digital desse contrato.

Há indícios de que a esposa do magistrado utilizou jatos particulares e helicópteros por meio da Primeu, uma empresa de compartilhamento de bens de luxo pertencente a Daniel Vorcaro.

O escritório Barci de Moraes afirmou em nota que consultou o ministro sobre restrições legais antes de fechar o contrato, e que Alexandre de Moraes jamais julgou causas do Banco Master.

A PF apontou que as mensagens foram enviadas utilizando métodos deliberados para ocultar rastros, Vorcaro escrevia os textos no aplicativo de bloco de notas do celular, tirava um print screen (captura de tela) e enviava a imagem pelo WhatsApp usando a ferramenta de visualização única. 

Os investigadores conseguiram recuperar o material cruzando metadados de criação de arquivos temporários do celular apreendido do banqueiro.

Os relatórios mostram que Vorcaro pedia a Moraes para interceder junto a outras figuras de peso para travar investigações, o ex-banqueiro cita nominalmente o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o Diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues. Vorcaro chegou a afirmar em depoimento que uma tentativa anterior de delação premiada travou por envolver o nome do diretor da PF (que rebateu chamando o ex-banqueiro de "canalha").


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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz/Vídeo e foto reproduções do Instagram. 


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