VÍDEO: EM REUNIÃO COM LULA E AUTORIDADES DO JUDICIÁRIO, PRESIDENTE DO STF REALIZA UMA FALA CONTUNDENTE; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 5H40 deste sábado, 05 de setembro de 2026.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin,
garantiu, nesta sexta-feira (4), em Brasília, que será dentro da legalidade a
resposta do Judiciário brasileiro aos fatos relacionados a supostas
irregularidades na condução do caso do Banco Master e ao vazamento de trocas de
mensagens entre o também ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro
Daniel Vorcaro.
“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário!
Quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido
processo [legal] e as garantias constitucionais”, afirmou o ministro Edson
Fachin.
Diante da crise no Poder Judiciário acentuada nesta semana, o
presidente da Suprema Corte prometeu que a apuração dos fatos seguirá os
procedimentos estabelecidos pela Constituição Federal e pelo ordenamento
jurídico.
“Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem
jurídica exige”, declarou o presidente do STF.
O ministro Edson Fachin também reiterou a necessidade de as
instituições da República serem preservadas, sobretudo em momentos de maior
tensão. Ele frisou que nenhuma autoridade e nenhum Poder da República estão
acima da Constituição Federal, pois “nenhum interesse circunstancial pode se
sobrepor à integridade do Estado Democrático de Direito”.
As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, durante o
evento de sanção de leis que criam fundos para aperfeiçoamento da Justiça
Federal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Defensoria Pública da União
(DPU) e do Ministério Público da União (MPU), para aumentar as fontes de
recursos, com o objetivo de modernizar as instituições e ampliar o acesso da
população à Justiça.
Confira no vídeo abaixo síntese do pronunciamento do presidente do STF, Edson Fachin::
Igualdade
No mesmo evento no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva enfatizou que a aplicação da legislação brasileira deve ser a mesma para
todos os cidadãos.
“Ninguém, em nome da Democracia, pode utilizar o cargo que
tem em benefício pessoal. Ninguém! Isso vale para o presidente da República,
vale para um catador de material reciclável, vale para uma parteira, vale para
uma médica”, afirmou o presidente Lula.
Para Lula, todos devem estar subordinados aos mesmos trâmites
da legislação. "Afinal de contas, ela [a lei] vale para todos”, afirmou.
Vazamentos seletivos
Dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao
procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente da República cobrou
transparência para contornar a crise, sob pena de o Poder Judiciário perder a
credibilidade da opinião pública.
“O que nós não podemos, neste país, é oficializar a indústria
da fake news, a indústria dos vazamentos seletivos por interesses políticos e
econômicos. Não é possível”, lamentou Lula.
O presidente Lula apontou que esses vazamentos colocam em
risco a democracia brasileira.
“Estamos vivendo uma época muito perigosa. O denuncismo, as
fake news, os vazamentos [de dados de investigações] não contribuem com a
democracia”.
Entenda a crise
Nesta semana, o ministro do STF André Mendonça enviou ao
presidente do STF, ministro Edson Fachin, o pedido de abertura de inquérito
contra o ministro do Supremo Alexandre Moraes, após relatório da Polícia
Federal apontar indícios de relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel
Vorcaro, atualmente preso por fraudes no Banco Master.
Em resposta, nesta quarta-feira (3), Moraes encaminhou a
Fachin um pedido de investigação contra a atuação do Mendonça na relatoria de
processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia
Federal.
Horas antes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet,
pediu a anulação da investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro.
Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo estabeleceu o prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre o caso.
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Com informações Portal Agência Brasil.










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