SERÁ QUE IRÃ E EUA FECHAM ACORDO; VAMOS CONFERIR
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| (crédito: foto reprodução 'IA Meta' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 15h15 desta segunda-feira, 17 de agosto
de 2026
Estreito de Ormuz será reaberto
Os negociadores paquistaneses que mediaram as conversas entre
Irã e os EUA anunciaram nesta noite de domingo que Washington e Teerã chegaram
a um acordo de paz. O pacto será assinado na sexta-feira, na Suíça. Ele prevê a
reabertura do Estreito de Ormuz, coloca um fim ao bloqueio dos EUA aos portos
iranianos e prorrogaria um cessar-fogo. Mas toda a negociação sobre o futuro do
programa nuclear do Irã ainda terá de ser negociado, num prazo de dois meses.
A guerra que começou no dia 28 de fevereiro, sem que a Casa
Branca jamais tenha explicado os motivos reais, estava abalando a popularidade
de Trump. Com as eleições legislativas se aproximando, ele estava sob pressão
para chegar a um acordo, mesmo que seus objetivos não tenham sido atingidos.
No Irã, uma emissora estatal informou que Teerã “forçou” os
EUA a aceitarem seu acordo de paz. Segundo a agência de notícias iraniana Fars,
foi decidido que o tráfego marítimo pelo Golfo Pérsico e pelo Estreito de Ormuz
será regulamentado pelo Irã, em coordenação com Omã.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem
Gharibabadi, confirmou o acordo. Mas indicou que as negociações sobre o
programa nuclear iraniano só começarão após o desbloqueio dos ativos. Ele
também indicou que as negociações para um acordo final continuariam por 60 dias
e se concentrariam principalmente no levantamento das sanções.
Europeus sugerem retirar sanções
Entre as lideranças internacionais, vários chefes de estado
apontaram o acordo como um marco importante. No G7, o presidente Emmanuel
Macron comemorou o pacto.Num comunicado conjunto, França,
Reino Unido e Alemanha também destacaram que o acordo é uma “oportunidade para
restaurar a estabilidade regional e estabilizar a economia global”.
“É vital que as negociações detalhadas sejam concluídas e que
este acordo seja implementado de forma rápida e abrangente. Estamos prontos
para apoiar esse esforço”, disseram.
Segundo os europeus, “a reabertura urgente do Estreito de
Ormuz, com liberdade de navegação incondicional e irrestrita, é essencial”.
“Estamos comprometidos em fazer a nossa parte para alcançar esse objetivo — em
conformidade com as nossas respectivas exigências constitucionais — inclusive
por meio de uma missão estritamente defensiva e independente para tranquilizar
a navegação comercial e realizar operações de desminagem”, disseram.
O grupo insistiu que o Irã “jamais deve adquirir uma arma
nuclear”. “Estamos prontos para trabalhar com os EUA, o Irã e a AIEA para esse
fim. Estamos preparados para suspender as sanções pertinentes em resposta a
medidas claras e verificáveis do Irã em relação ao seu programa nuclear”, confirmaram.
ONU fala em passo crucial
O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o anúncio
de que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz que prevê um
cessar-fogo imediato e permanente, a reabertura do Estreito de Ormuz, bem como
uma estrutura para novas negociações. “Isso representa um passo crucial rumo à
solução pacífica do conflito”, disse.
No sábado, Donald Trump já havia insistido que um acordo era
iminente. Mas os iranianos negaram e indicaram que os prazos não teriam sido
fechados. O pacto chegou a ser colocado em risco, depois que Israel voltou a
atacar o Líbano, na manhã deste domingo. A ONU, políticos americanos e mesmo
Trump criticaram o governo de Benjamin Netanyahu por tentar descarrilhar o
pacto.
Mas a opção dos negociadores foi por continuar a buscar um
acordo, o que teria sido finalmente obtido. Sua assinatura definitiva, porém,
ocorrerá em Genebra.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Paquistão,
Shehbaz Sharif, nas redes sociais.
Segundo ele, ambos os lados declararam o “cessar imediato e
permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no
Líbano”.O primeiro-ministro agradeceu aos EUA e ao Irã por
seu compromisso, bem como ao Catar por seu apoio “para alcançar este acordo”.
“Gostaria também de agradecer especialmente à liderança visionária do Reino da
Arábia Saudita e da República da Turquia por suas imensas contribuições a este
respeito”, acrescentou.
Uma série de reuniões ocorrerá esta semana para estabelecer
as bases para as negociações técnicas e a cerimônia oficial de assinatura,
concluiu.
Trump: Deixem o petróleo fluir
Instantes depois, foi a vez de Trump ir às redes sociais para
comentar o anúncio:
O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído.
Parabéns a todos! Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem
seus motores. Deixem o petróleo fluir!
Presidente DONALD J. TRUMP
Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou
que o governo não cederia a pressões externas. “Não nos curvaremos a nenhum
poder, mas nos consideramos responsáveis e devemos prestar contas ao povo
iraniano e às suas demandas legítimas”, disse Pezeshkian.
Ele afirmou que o governo tem o dever de apoiar aqueles que
defendem o país e a segurança pública, acrescentando que o Irã não pode pedir
aos combatentes que se mantenham firmes enquanto ignora “seu apoio, instalações
e necessidades”.
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Com informações da Portal ICL Notícias.-

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