VAMOS SABER COMO O BRASIL VIROU A MAIOR POTÊNCIA MILITAR DA AMÉRICA LATINA EM 2026 E O LULA ESTÁ VIBRANDO?
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| (crédito: foto reprodução 'IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 5h50 deste sábado, 18 de julho de 2026.
Com orçamento recorde, caças Gripen e blindados de última geração, país sobe no ranking Global Firepower e ultrapassa potências como Alemanha e Israel
Um novo capítulo na história da defesa nacional consolidou o Brasil como a força militar mais respeitada da América Latina. Segundo o ranking Global Firepower 2026, um dos indicadores mais citados quando o assunto é poder bélico mundial, o país subiu uma posição em relação ao ano anterior e agora ocupa o 11º lugar entre 145 nações avaliadas, à frente de potências históricas como Alemanha, Israel e Irã.
A notícia chama atenção não apenas pelo número em si, mas pelo que ele representa: pela primeira vez, o orçamento de defesa brasileiro, apesar de ser apontado como pequeno, supera a soma de todos os outros países sul-americanos combinados. Enquanto isso, o segundo colocado da região, a Argentina, aparece apenas na 28ª posição mundial, uma distância que especialistas classificam como “vantagem absoluta”.
Os números por trás da liderança
O Global Firepower avalia mais de 60 fatores por país, como efetivo militar, diversidade de equipamentos, capacidade logística, geografia e saúde financeira. Quanto mais próximo de zero o índice de poder (PwrIndx), maior a força militar estimada. O Brasil registrou 0,2374 em 2026, resultado expressivo diante do 0,6013 obtido pela Argentina.
Hoje o país conta com cerca de 370 mil militares na ativa, o maior contingente da América do Sul, dividido entre Exército, Marinha e Força Aérea, sustentado por um orçamento de defesa de R$ 142 bilhões (≈ US$ 27,1 bilhões), a quarta maior dotação do governo federal.
O que faz a diferença: tecnologia própria
Diferente de outros países da região, que dependem fortemente de importações, o Brasil aposta na produção nacional de equipamentos críticos. Blindados, radares, aeronaves e até submarinos são fabricados em território brasileiro, o que reduz a dependência externa e mantém no país o conhecimento técnico para operar e reparar esses sistemas.
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Entre os destaques está o novíssimo caça F-39E Gripen, parceria entre a Força Aérea Brasileira e a sueca Saab, carro-chefe da modernização aérea do país. A FAB opera hoje 628 aeronaves incluindo 46 caças, 72 aviões de ataque, 111 de transporte e 195 helicópteros, a maior e mais diversificada frota da América Latina.
Outro símbolo dessa autonomia é o submarino nuclear “Álvaro Alberto”, peça central da estratégia naval para o controle do Atlântico Sul e visto por analistas como um diferencial que nenhum vizinho está perto de alcançar.
Blindados mais ágeis e o fim da era dos tanques pesados
No Exército, o símbolo da modernização é o programa “Força 40”, que abandona o modelo de tanques pesados em favor de blindados sobre rodas, muito mais ágeis, mais baratos de manter e adequados às longas distâncias do território nacional. O principal nome dessa transição é o VBTP-MR Guarani, hoje o blindado mais numeroso das forças terrestres, ao lado da versão “NG” (Nova Geração) do blindado Cascavel, com novos sistemas de mira, blindagem e mobilidade.
Defesa antiaérea e proteção das grandes cidades
Um dos programas mais estratégicos de 2026 é o EMADS, sistema antiaéreo que combina mísseis CAMM-ER com radares Kronos, voltado a proteger áreas prioritárias como Brasília, São Paulo e a fronteira norte, região com desafios constantes de voos irregulares, garimpo ilegal e tráfico transfronteiriço.
Essa capacidade tem sido testada na prática. Operações como a Ágata Amazônia reúnem Exército, Marinha e Força Aérea em ações conjuntas na região amazônica, com apoio de tecnologia capaz de detectar, identificar e neutralizar drones clandestinos usados para monitoramento ilegal e apoio a atividades criminosas em áreas de difícil acesso.
Reconhecimento internacional
A capacidade de combate brasileira também tem sido testada fora do país. Entre junho e julho de 2026, o Brasil participou do Exercício Salitre, no Chile, enviando cinco caças F-39E Gripen e o avião multimissão KC-390 Millennium para treinar ao lado de forças de Argentina, Colômbia, Paraguai e Chile — a primeira vez que o caça brasileiro operou lado a lado com aeronaves de quinta geração, como o F-35 norte-americano.
Para analistas de defesa, esse tipo de participação reforça a imagem do Brasil como ator relevante mesmo fora de blocos militares tradicionais, como a Otan — o que amplia a responsabilidade do país na proteção de rotas marítimas, cabos submarinos e segurança energética no Atlântico Sul.
Lula reforça o discurso da soberania em visita a quartéis da FAB
O tema ganhou ainda mais força política nesta semana. Nesta segunda-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em quartéis da Força Aérea Brasileira em São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde visitou o Instituto de Aeronáutica e Espaço, onde se desenvolve vários projetos, incluindo uma turbina movida a etanol e voltou a defender publicamente o investimento pesado em Defesa Nacional.
Na ocasião, Lula recorreu a uma lembrança pessoal para justificar a política armamentista do governo: ao visitar a Antártica anos atrás, ficou impressionado com o estado precário do navio de pesquisa brasileiro na região, o Barão de Teffé, tão apertado que “não cabia dois marinheiros dentro do navio andando no corredor”.
Para o presidente, esse episódio ajudou a consolidar o entendimento de que as Forças Armadas existem para proteger a soberania sobre os 8,5 milhões de km² de território, a maior floresta tropical do mundo e cerca de 12% da água doce do planeta. Durante a visita o presidente chegou a brincar com um oficial condicionando um reajuste salarial ao desenvolvimento eficaz da turbina movida a etanol.
Lula conversa sobre o desenvolvimento de turbinas movidas a etanol
Lula conversa com capitão da Força Aérea sobre o desenvolvimento de turbinas movidas a etanol
Lula também citou a Guerra do Paraguai como lembrete do custo de um país despreparado militarmente, e reforçou que o Brasil não busca conflito, mas precisa estar pronto para defender suas fronteiras. Segundo ele, o país tem 16.800 km de fronteira seca e cerca de 5,7 milhões de km² de mar sob sua guarda, incluindo petróleo além das 300 milhas náuticas, riquezas ainda pouco mapeadas no fundo do oceano e minerais críticos e terras raras, recursos que, segundo o presidente, China, Estados Unidos e Rússia já discutem abertamente enquanto o Brasil amadurece sua estratégia.
A fala reforça o pano de fundo político dos investimentos que sustentam a ascensão do país no ranking mundial sobre poder militar.
A garantia de que as fronteiras estão realmente protegidas
Embora o tema pareça distante do dia a dia, uma posição de liderança militar tem efeitos práticos: maior proteção de fronteiras, infraestruturas críticas e rotas comerciais, além de empregos qualificados na indústria de defesa nacional, hoje capaz de produzir desde fuzis até submarinos. Empresas como a Embraer Defesa & Segurança seguem ampliando essa autonomia tecnológica, o que também abre espaço para exportação de equipamentos brasileiros.
O cenário de 2026 marca uma mudança de postura: o Brasil deixa de ser visto apenas como um país de grande extensão territorial e passou a ser reconhecido por sua capacidade de produzir, manter e operar equipamentos militares de ponta um fator que, segundo o próprio Global Firepower, pesa tanto quanto o orçamento ou o efetivo das forças armadas.
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Com informações Revista Sociedade Militar.











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