O QUE SABEMOS SOBRE A PARALIZAÇÃO DOS CAMINHONEIROS NESTA SEGUNDA-FEIRA (13/07) NO PAÍS?
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| (crédito: foto reprodução 'IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 9h30 desta segunda-feira, 13 de julho
de 2026.
A paralisação dos caminhoneiros iniciada à 0h desta
segunda-feira, 13 de julho de 2026, é um movimento nacional focado
estrategicamente nos principais portos e centros logísticos do país.
O objetivo central do protesto é pressionar o presidente do
Senado Federal, Davi Alcolumbre, a colocar em votação a Medida Provisória (MP)
1.343/2026 (popularmente chamada pela categoria de "MP do Frete").
O texto perderá a validade jurídica de forma definitiva nesta
quinta-feira, 16 de julho, caso não seja aprovado pelos senadores; o movimento
deliberou que os motoristas cruzem os braços nos acessos portuários, com forte
adesão registrada no Porto de Santos (concentrados no Viaduto da Alemoa). Até o
momento, as lideranças orientam para que não ocorram fechamentos generalizados
de estradas, focando em interromper a cadeia de escoamento e distribuição nos
terminais.
A orientação das entidades sindicais, como a Abrava (liderada
por Wallace Landim, o "Chorão") e a CNTTL, é manter os caminhões
parados até que haja a confirmação da votação no plenário do Senado; o texto
exige o registro obrigatório das operações pelo Código Identificador da
Operação de Transporte (CIOT).
Isso cria um bloqueio digital preventivo para impedir que
empresas contratem fretes abaixo da tabela mínima da ANTT.
O projeto estabelece multas pesadas (de até R$ 10 milhões)
para os contratantes que descumprirem o piso mínimo estipulado, editada
originalmente em março para conter uma greve anterior, a MP foi aprovada pela
Câmara dos Deputados em junho. No entanto, enfrenta forte resistência de
setores da indústria e do agronegócio, que pressionam os senadores alegando que
o endurecimento das regras irá encarecer severamente os custos logísticos.
O agronegócio acompanha a paralisação com máxima atenção,
pois a retenção das cargas nos portos ameaça diretamente o escoamento de
commodities como soja, milho e farelo; o setor estima que um travamento
prolongado na logística possa encarecer os custos operacionais de transporte em
até 16%. Embora lideranças afirmem ter recebido sinalizações de que a votação
pode ser pautada nesta terça-feira (14), os caminhoneiros garantem que a greve
só será desmobilizada com o compromisso oficializado pelo Senado.
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Informações apuração do Blog Eterno Aprendiz.








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