VÍDEO: FLÁVIO E EDUARDO BOLSONARO REALIZAM LEITURAS SOBRE AS SUAS DEFESAS TÉCNICAS CONTRA O TARIFAÇO NOS EUA; CONFIRA:
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| (crédito: foto reprodução do Instagram para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 23h30 desta terça-feira, 07 de julho de 2026.
O senador e pré-candidato a presidente da república, Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro gravaram e publicaram vídeos em suas contas do Instagram nesta terça-feira, 7 de julho de 2026.
As postagens foram feitas diretamente de Washington, nos Estados Unidos, logo após Flávio Bolsonaro discursar presencialmente em uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
Em um dos vídeos, Eduardo Bolsonaro e Flávio afirmam que realizaram uma sustentação técnica perante o órgão americano para evitar que o Brasil sofra a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos exportados, Eduardo Bolsonaro e Flávio chamaram a atual gestão de "Partido do Tarifaço" ("Tax Party") e acusaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "ficar de braços cruzados".
Segundo eles, o governo brasileiro não enviou nenhum representante oficial para discursar na audiência e defender as empresas nacionais, enviando apenas funcionários da embaixada na condição de observadores, os irmãos argumentam que o governo Lula é o único interessado na aplicação das taxas; a tese da defesa deles é de que o petista estaria usando a punição comercial para obter ganhos eleitorais internos e palanque político, com o objetivo de culpar a oposição. No tribunal e nas redes, Flávio (que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República para as eleições que ocorrem em cerca de 90 dias) defendeu explicitamente que o governo norte-americano adie a aplicação da sobretaxa para depois do pleito de outubro.
Ele declarou que, caso vença, negociará um acordo de livre comércio amplo, eliminando o pretexto para as tarifas.
↪ O Outro Lado:
- Por que o Governo Federal Acusa os Irmãos?
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados no Congresso rebatem a narrativa da oposição e culpam diretamente Flávio e Eduardo Bolsonaro pela crise diplomático-comercial. Articulação, o Palácio do Planalto e a base governista afirmam que o "tarifaço" é fruto de sabotagem e lobby internacional promovidos pelos próprios irmãos Bolsonaro. Eles apontam que a proposta de taxação americana surgiu logo após reuniões recentes de Flávio e Eduardo com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio em Washington.
- Ataque à Soberania e ao PIX:
Governistas classificam a conduta como "entreguista" e "traição à pátria", de acordo com relatórios e o debate público, as restrições sugeridas pelos EUA usam como justificativa supostas práticas de mercado desleais pelo Brasil, incluindo ataques ao funcionamento do sistema PIX (que incomoda operadoras de cartão americanas).
Os aliados de Lula afirmam que os Bolsonaro usaram esses temas internos para instigar sanções contra a economia do próprio país; críticos apontam que, ao pedir apenas o adiamento (e não a extinção definitiva) das tarifas para depois das eleições, Flávio Bolsonaro deixou claro que a prioridade é blindar sua própria campanha eleitoral do impacto econômico negativo. Independentemente da autoria do impasse político, analistas e o setor produtivo alertam que a eventual taxação de 25% prejudica diretamente exportadores, a indústria brasileira e o emprego, encarecendo o comércio bilateral. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) tem até o dia 15 de julho do corrente ano para anunciar a decisão final sobre a aplicação ou o recuo das sobretaxas.
Confira no vídeo abaixo síntese das falas dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro no vídeo abaixo:
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