GAECO/GAESF-MPRJ: O QUE SABEMOS SOBRE A OPERAÇÃO "OUROBOROS" DEFLAGRADA NESTA QUINTA-FEIRA NO RIO DE JANEIRO?
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| (crédito: foto reprodução MPRJ) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 8h43 desta quinta-feira, 09 de julho de 2026.
A ação deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/GAESF-MPRJ) nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, é a “Operação Ouroboros”, que visa desarticular uma organização criminosa infiltrada no Instituto Rio Metrópole (IRM). Segundo as investigações, a autarquia estadual celebrou contratos ilegais de R$ 86 milhões.
Promotores saíram para cumprir 6 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude de licitação e lavagem de dinheiro.
O Instituto Rio Metrópole foi criado em 2018 a fim de
articular e monitorar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado
da Região Metropolitana do Rio. A autarquia é vinculada à Secretaria Estadual
de Governo.
De acordo com as investigações, em licitações fraudulentas e
direcionadas a partir de 2022, o IRM contratou a Engeconsult Consultores
Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria.
Em seguida, a Engeconsult e a R Peotta celebraram
subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio,
para depositar parte dos valores recebidos do IRM.
Esse dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto
Bio, sob a escolta da Rioforte.
Outra ponta do esquema eram os aditivos feitos nos contratos.
Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões.
O presidente da autarquia e ex-vereador de São João de Meriti
foi preso preventivamente em seu apartamento em um condomínio de luxo na Barra
da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Até o momento, 5 das 6 pessoas com mandados de prisão
expedidos pela Justiça foram capturadas, entre os presos está um delegado de
polícia que estava cedido ao Instituto há três anos. A Corregedoria Geral da
Polícia Civil já abriu um procedimento administrativo disciplinar contra ele. O
diretor de planejamento e projetos do IRM, Mauricio Knoploch (pai do
ex-deputado estadual Alexandre Knoploch), também teve a prisão decretada, mas
não foi localizado e é considerado procurado.
Entre os denunciados também consta o ex-procurador-geral da
autarquia, Marcelo Lopes da Silva.
➦ Histórico Recente e Polêmicas do Órgão:
O Instituto Rio Metrópole, criado para coordenar o
desenvolvimento urbano integrado da região metropolitana do Rio, vinha sendo
alvo de seguidas denúncias
➦ Cabide de Empregos:
Há cerca de um mês, reportagens jornalísticas revelaram que o
órgão contava com 111 cargos comissionados, a maioria concentrada no gabinete
de Didê, preenchidos por indicações políticas de deputados, cabos eleitorais e
parentes de artistas.
O MPRJ já investigava o caso por meio de uma "notícia de
fato".
➦Áudio Vazado:
Didê também esteve no centro de outra polêmica após uma perícia confirmar que era dele a voz em um áudio vazado onde afirmava que "todo mundo rouba" na política fluminense, ele já havia sido preso anteriormente pela PF em 2020 por desvios na compra de respiradores.
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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz.









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