TOFFOFI SE DECLARA SUSPEITO PARA JULGAR PRISÃO DE VORCARO
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| (crédito: foto reprodução "IA" Agencia Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 6h07 desta quinta-feira 12 de março de
2026
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF),
se declarou suspeito para participar do julgamento que vai decidir se a prisão
do banqueiro Daniel Vorcaro será referendada pela Corte. O julgamento está
agendado para a próxima sexta-feira (13).
"Tendo em vista que há correlação entre as matérias
objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha
suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo
de foro íntimo, a partir desta fase investigativa", decidiu.
Com o afastamento de Toffoli do julgamento, a decisão do
ministro André Mendonça que determinou a prisão Vorcaro será decidida com os
votos dos ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.
O julgamento será realizado em sessão virtual da Segunda
Turma da Corte, prevista para começar às 11h desta sexta-feira (13).
CPI do Banco Master
Na decisão, o ministro também se declarou suspeito para
julgar o mandado de segurança que pretende obrigar a Câmara dos Deputados a
instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes
no Banco Master.
Toffoli foi escolhido para ser o relator da ação sobre a
instalação da CPI nesta quarta-feira (11), pelo sistema eletrônico de
distribuição de processos da Corte. Apesar de ter deixado voluntariamente a
relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não havia se
declarado impedido de participar de novos processos. Dessa forma, a
distribuição do processo foi feita entre todos os ministros.
O ministro Cristiano Zanin foi escolhido para relatar a ação
após a manifestação de Dias Toffoli.
No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a
Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, de que há
menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel
Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação
Compliance Zero, deflagrada no ano passado.
Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no
Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao
Master e investigado pela PF.
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Com informações Agência Brasil
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