VÍDEO: ELEIÇÕES PARA REITORES? 'LINDBERGH COMEMORA O FIM DA INTERFERÊNCIA POLÍTICA'; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução "IA" para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 4h55 desta quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026.
A Câmara dos Deputados deu um passo significativo para a
autonomia universitária ao aprovar, em 3 de fevereiro de 2026, o Projeto de Lei
nº 5.874/2025, que extingue a lista tríplice para a nomeação de reitores e
reitoras das universidades federais brasileiras.
A aprovação é celebrada por entidades como a Associação
Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes)
como uma vitória histórica da democracia acadêmica, pois visa garantir que o
candidato mais votado pela comunidade universitária seja efetivamente
empossado, eliminando a margem para escolhas políticas por parte do Presidente
da República.
Status Atual e Próximos Passos:
Embora a aprovação na Câmara seja um marco decisivo, o
processo legislativo ainda não está totalmente concluído:
Tramitação no Senado: O projeto de lei segue agora para
análise no Senado Federal. Esta é considerada uma etapa decisiva para a
consolidação definitiva da nova regra no ensino superior brasileiro.
Andifes Mobilizada: A associação dos reitores continuará
atuando junto aos senadores para assegurar que o texto avance e seja aprovado
também na câmara alta.
Histórico de Interferência: Até então, a legislação permitia
que o Presidente da República escolhesse qualquer um dos três nomes indicados
pela universidade, mesmo que não fosse o primeiro colocado na votação interna.
O Supremo Tribunal Federal (STF) havia decidido em 2021 que essa escolha livre
era constitucional, o que reforçou a necessidade de uma mudança via legislativa
para proteger a vontade da comunidade acadêmica.
O que muda com a nova lei?
Aspecto Regra
Anterior (Lei 5.540/68 e 9.192/95) Nova
Regra (PL 5.874/2025)
Formato de Indicação Lista
tríplice (três nomes enviados ao Presidente). Extinção
da lista tríplice.
Poder de Escolha O
Presidente podia nomear o 1º, 2º ou 3º colocado. Respeito à eleição direta e ao candidato mais votado.
Autonomia Vulnerável à
discricionariedade política do Executivo. Fortalecimento
da vontade da comunidade acadêmica.
A medida é vista como um avanço para garantir estabilidade
institucional e evitar crises de legitimidade nas universidades, onde a
nomeação de "interventores" (candidatos menos votados) gerou tensões
nos últimos anos.
Deputado Lindberg Farias comemora:
A autonomia universitária e a democracia avançam: acabou a
interferência política na escolha de reitores; eleição direta respeitada,
reitor eleito empossado. Um passo definitivo para garantir estabilidade,
democracia e respeito às universidades do Brasil?
Confira a fala do deputado Lindbergh Farias no vídeo abaixo:

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