ADOLESCENTES SUSPEITOS DE AGREDIR CÃO ORELHA VOLTAM DA DISNEY E TÊM CELULARES APREENDIDOS
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| (crédito: foto reprodução "IA" para ilustração do texto) |
Justiça
determinou remoção de imagens que identifiquem os jovens
A Polícia
Civil de Santa Catarina anunciou nesta quinta-feira (29) a apreensão dos
celulares de dois adolescentes considerados suspeitos de participação na
agressão que causou a morte do cão Orelha em Florianópolis (SC).
Os jovens estavam fora do Brasil e retornaram ao país nesta
quinta após uma viagem de formatura para a Disney, nos Estados Unidos, marcada
antes do ataque. A apreensão ocorreu na chegada dos jovens, que já foram
intimados a prestar depoimento.
Ao todo, quatro adolescentes são investigados por suspeita de
agressão ao cão comunitário, que vivia na região da Praia Brava, no norte da
capital catarinense. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal passou por
eutanásia.
Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela Vara
da Infância e Juventude da capital e cumpridos pela Deacle (Delegacia
Especializada de Apuração de Atos Infracionais) e pela DPA (Delegacia de
Proteção Animal), com apoio da Delegacia de Proteção ao Turista do aeroporto e
da Polícia Militar.
A identificação do voo que trazia os jovens contou com
participação da Polícia Federal.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do estado, Ulisses
Gabriel, os celulares apreendidos serão encaminhados para análise pericial
junto aos aparelhos recolhidos na operação realizada na segunda-feira (26).
Na terça-feira (27), o delegado afirmou haver preocupação com
a possibilidade de protestos no Aeroporto Internacional de Florianópolis
durante o retorno dos adolescentes, o que poderia causar transtornos.
O desembarque dos jovens, que estavam acompanhados de outros
adolescentes que também retornaram de viagem, ocorreu com reforço policial.
Ulisses Gabriel informou ainda, pelas redes sociais, que foi
solicitada a emissão de laudo de corpo de delito do cão Orelha. De acordo com a
polícia, o animal sofreu golpes na cabeça com um objeto contundente que ainda
não foi localizado.
A defesa de dois adolescentes suspeitos de envolvimento no
caso publicou nota dizendo que não há vídeo ou imagens que comprovem o momento
do suposto ato de maus-tratos.
O texto assinado pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo
Duarte diz também que a confirmação da polícia de que não há vídeo com cenas de
maus-tratos refuta rumores de que haveria um vídeo apagado em contexto de
coação.
“Em nome das famílias que enfrentam um verdadeiro linchamento
virtual pela escalada do episódio, pedimos a cautela e a responsabilidade no
compartilhamento de imagens e textos que não são condizentes com a realidade
dos fatos”, disse o texto.
O ataque ocorreu no dia 4 de janeiro. O cão foi encontrado
ferido por moradores da região e encaminhado para atendimento veterinário, mas
acabou sendo submetido à eutanásia no dia seguinte. O caso foi denunciado à
Polícia Civil no dia 16 de janeiro. O animal tinha cerca de 10 anos e era
cuidado pela comunidade local.
Além das apreensões, a polícia indiciou dois pais e um tio
dos suspeitos por suspeita de coação de testemunhas.
Justiça determinou remoção de imagens que identifiquem os
jovens
Nesta quinta-feira, a Justiça concedeu liminar que determina
que imagens que identifiquem adolescentes supostamente envolvidos no caso sejam
removidas e impedidas de republicação das redes sociais do grupo Meta, como
Instagram e Facebook, e da ByteDance, proprietária do TikTok. As empresas têm
prazo de 24 horas para exclusão dos conteúdos.
O juiz que concedeu a liminar disse que a decisão é
condizente com as determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente.
A Polícia Civil também apura o possível envolvimento dos
adolescentes em uma segunda denúncia de maus-tratos, ocorrida em outro dia,
contra um cachorro que teria sido arremessado ao mar, mas conseguiu escapar. O
animal foi adotado pelo delegado-geral e recebeu o nome de Caramelo.
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Com iinformações Folhapress.


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