VAMOS COMPANHAR A LEITURA DA MÍDIA DE CUNHO ESQUERDITAS SOBRE O DEBATE DA BAND

(crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto)


Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 5h15 desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026.

A mídia progressista critica formato da Band e aponta "postura de moleque" de Flávio Bolsonaro

O primeiro debate presidencial do segundo turno das eleições de 2026 rendeu duras críticas por parte de colunistas e veículos alinhados ao campo progressista e de esquerda. Em suas coberturas, portais como o Brasil 247 e articulistas de esquerda classificaram o evento promovido pelo Grupo Bandeirantes como um espaço que favoreceu o espetáculo e a agressividade em detrimento de uma discussão séria sobre o país, apontando o senador Flávio Bolsonaro (PL) como o principal agente desestabilizador do encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Abaixo, os principais pontos de convergência nas análises da mídia progressista sobre o debate:

Formato "frouxo" e conivência com provocações

Uma das principais queixas da imprensa de esquerda direcionou-se à própria organização do evento. Análises publicadas no Brasil 247 argumentaram que a emissora "empurrou Lula para uma jaula" ao permitir um formato frouxo e indisciplinado, que acabou por esvaziar a utilidade eleitoral do programa. Críticos e leitores apontaram que a mediação pareceu impotente diante do comportamento de Flávio Bolsonaro, acusando a transmissão de dar palco para o que chamaram de "canalhice" e "ambiente de deboche".

A tática do "papagaio de pirata" e o comportamento de Flávio

O comportamento físico de Flávio Bolsonaro no palco gerou forte repúdio nos comentários da mídia de esquerda. O colunista Leonardo Sakamoto, do UOL, destacou que a postura do senador — ao se posicionar fisicamente atrás de Lula para fazer caras, bocas e gestos para a câmera — foi recebida de forma muito negativa por grupos focais de indecisos. Na mesma linha, outros analistas definiram a tática como uma atitude de "moleque" e "gangster", com o claro objetivo de oprimir e atormentar o atual presidente, mimetizando a estratégia usada por Donald Trump contra Hillary Clinton nos EUA em 2016.

O xeque-mate dos sigilos e o foco no trabalhador

Apesar de reconhecerem que Lula demonstrou irritação em momentos em que o adversário atacou sua família, os articulistas progressistas consideraram que o petista desferiu o golpe mais contundente da noite. O momento em que o presidente desafiou Flávio Bolsonaro a abrirem juntos seus respectivos sigilos bancários e telemáticos foi apontado como o ápice de Lula no debate. Segundo Sakamoto, o senador "sentiu" o golpe e não respondeu à provocação. Além disso, influenciadores do campo de esquerda, como Rick Azevedo (líder do movimento VAT), criticaram duramente o fato de a campanha bolsonarista ignorar pautas reais da classe trabalhadora, como o fim da escala 6x1, para focar exclusivamente em "frases prontas" destinadas a gerar cortes para a internet.

Omissões sobre as investigações do clã Bolsonaro

A imprensa progressista também lamentou que o debate não tenha explorado de forma mais contundente as vulnerabilidades jurídicas do senador. Críticos apontaram que Lula perdeu a oportunidade de pressionar o oponente com as frentes de investigação mais recentes da Polícia Federal, como as suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz e os repasses milionários do banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento de obras cinematográficas ligadas à família Bolsonaro.

O consenso na blogosfera de esquerda é de que, embora o debate na Band tenha operado como um "bang-bang" confuso, a postura agressiva e evasiva de Flávio Bolsonaro cobrou um preço junto aos eleitores moderados, transferindo uma pressão ainda maior para o debate da TV Globo na reta final.


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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz. 

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