PREOCUPANTE: ‘TRUMP NÃO SE COMPROMETE A RECONHECER RESULTADO ELEITORAL NO BRASIL’; ENTENDA
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| (crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 11h35 desta sexta-feira, 16 de outubro de 2026.
Numa sinalização que deixou observadores da sociedade civil
preocupados, o governo de Donald Trump não se comprometeu em reconhecer os
resultados eleitorais no Brasil.
Há duas semanas, congressistas norte-americanos enviaram uma
carta ao Departamento de Estado, cobrando um posicionamento por parte de Marco
Rubio sobre a eleição no país. A principal preocupação do grupo liderado pelo
senador Bernie Sanders era de que o voto no Brasil fosse alvo de uma operação
de desestabilização por parte dos EUA. No documento, Sanders e outros
pressionavam o governo Trump sobre qual seria a reação da Casa Branca diante da
situação brasileira.
A carta foi seguida por outras duas manifestações por parte
deputados e senadores dos EUA, também pressionando Rubio a dar respostas sobre
o posicionamento americano no processo democrático no país.
Mas na resposta, enviada nesta quinta-feira, o governo Trump
não deu qualquer garantia de que irá reconhecer o resultado das urnas.
Num texto lacônico, o Departamento de Estado afirma:
“Os EUA apoiam o direito do povo brasileiro a um processo
eleitoral livre e justo. Continuaremos a dialogar com o povo brasileiro, o
setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio
recíproco, os investimentos e a prosperidade em ambos os países”.
A resposta não foi sequer assinada por Rubio. Coube a
Katherine Bowles, sub-secretária para Assuntos Legislativos do Departamento de
Estado, enviar o texto.
A carta acendeu um alerta. Nos últimos meses, a sociedade
civil brasileira tem percorrido gabinetes de democratas nos EUA, alertando
sobre o risco de que Trump não reconheça o resultado da eleição.
A ação da oposição é considerada como estratégica para
observadores brasileiros. A pressão dos parlamentares pode gerar
constrangimentos para uma eventual ação desestabilizadora por parte de Trump. A
esperança do Brasil é de que essa movimentação ainda sirva como um contraponto
dentro do próprio EUA, caso o presidente americano opte por não reconhecer uma
vitória de Lula.
O qualificativo de “livre e justo” por parte do Departamento
de Estado para se referir à eleição no Brasil também chama a atenção. Uma parte
da sociedade civil questiona quem, nos EUA, designaria que a eleição foi “livre
e justa”. A suspeita é de que esses termos possam ser usados, eventualmente,
para justificar uma decisão por parte de Trump de dizer que esses critérios não
teriam sido atendidos.
Dias depois da carta de Sanders, um grupo de senadores
liderado por Jeanne Shaheen, do Comitê de Relações Exteriores do Senado, e
pelos senadores Tim Kaine e Peter Welch, voltaram a cobrar o Departamento de
Estado.
A acusação era de favorecimento explícito à candidatura de
Flávio Bolsonaro. “A recente reunião no Salão Oval entre o senador e candidato
à presidência Flávio Bolsonaro e o presidente Trump — realizada em meio a
tentativas de atenuar um escândalo político interno — evidencia a disposição da
Administração em interferir no processo eleitoral”, indicam.
“O contraste com a postura dos Estados Unidos durante a
eleição presidencial anterior no Brasil não poderia ser mais evidente. Logo
após o anúncio dos resultados eleitorais de 2022, os Estados Unidos agiram
rapidamente — em coordenação com aliados e parceiros — para reconhecer a
vitória do presidente Lula, ajudando a negar legitimidade a tentativas de
contestar ou reverter o resultado. Após os ataques de 8 de janeiro de 2023 às
instituições democráticas brasileiras, os Estados Unidos apoiaram firmemente o
governo recém-eleito do Brasil e desempenharam um papel fundamental na
mobilização de apoio em toda a região aos esforços do país para defender sua
Constituição de 1988 — fruto de árdua conquista — e as instituições
democráticas por ela estabelecidas”, afirmaram.
Os senadores ainda fazem uma cobrança: querem saber se o
governo Trump irá reconhecer o resultado da eleição.
“A Administração se comprometerá a reconhecer o resultado
certificado das eleições democráticas de 2026 no Brasil e a apoiar relações
diplomáticas normais com qualquer candidato que seja livre e justamente
escolhido pelo povo brasileiro?”, questionaram.
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Com informações Portal ICL Notícias.







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