FIM DA ESCALA 6X1: ‘SAIBA QUANDO COMEÇA A VALER A 5X2’
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| Foto: trabalhador saindo do canteiro de obra para pegar uma prainha porque ninguem é de ferro - (imagem reprodução 'Meta IA') |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 12 horas desta quinta-feira, 15 de
outubro de 2026.
Trabalhadores terão direito a descanso semanal remunerado de
dois dias, sem redução salarial. PEC vai à promulgação
O Senado aprovou, na quarta-feira (14/10) o fim da escala
6x1. A PEC 221/2019 foi aprovada em dois turnos, com a mesma votação em ambos:
75 votos favoráveis e apenas um contrário. Agora, a PEC vai à promulgação. Com
a aprovação do texto, os trabalhadores terão direito a descanso semanal
remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução
salarial.
A redução da jornada de trabalho será gradual. Dois meses
após a publicação da emenda a jornada máxima semanal cai de 44 para 42 horas. Um
ano e dois meses depois da publicação da emenda a jornada de trabalho atingem o
teto final de 40 horas semanais.
Segundo o Senado, uma nova lei poderá regulamentar setores
que exigem jornadas específicas, como saúde, transporte e segurança, prevendo
condições e duração de trabalho. O limite constitucional deverá ser respeitado,
ou seja, 40 horas e 2 dias de descanso por semana.
A regra do limite de horas semanais poderá ser diferenciada
para os trabalhadores chamados de "hipersuficientes", isto é, aqueles
que têm nível superior e salário a partir de R$ 21.188,85 (valor referente a
2,5 x o teto da Previdência Social).
A PEC ainda prevê novas leis ou aditamentos para pequenos
negócios e terceirizados do setor público, além de medidas de auxílio para
reduzir possíveis impactos.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em
agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e
foi levada à discussão em plenário na semana passada. A líder do governo no
Senado, Teresa Leitão (PT-PE), articulou o calendário especial que permitiu
concluir os dois turnos na mesma sessão.
O fim da escala 6×1 é considerado uma das principais
bandeiras da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após aprovação no Senado, Lula comemorou e agradeceu às mobilizações populares
e os senadores que votaram favoráveis à proposta.
“Tenho certeza que uma conquista como essa jamais será
revogada porque foi uma conquista que saiu da rua e de um desejo histórico do
povo trabalhador”, disse.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
recuou da posição contrária à medida e votou favorável de forma remota. O único
voto contrário foi de Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) anunciou que o
partido pretende retomar, em 2027, uma proposta alternativa de pagamento por
hora.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, em dezembro de
2025, cerca de 14,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada estavam na
escala 6×1.
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Com informações Correio Braziliense.










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