VÍDEO: SNIPERS DA PM SÃO POSICIONADOS EM PONTOS ESTRATÉGICOS DURANTE ATO DE FLÁVIO BOLSONARO EM SP
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| (crédito: imagem reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicados às 18h10 deste domingo, 18 de outubro de
2026.
Durante manifestação, Flávio afirmou que o pai, Jair
Bolsonaro, lhe entregará a faixa presidencial caso vença a eleição
Atiradores de precisão da Polícia Militar de São Paulo (PMSP),
conhecidos por snipers, foram posicionados no alto de edifícios da Avenida
Paulista durante a manifestação convocada pelo candidato à Presidência Flávio
Bolsonaro (PL), neste domingo (18), a uma semana do segundo turno das eleições.
Imagens mostram agentes encapuzados, portando fuzis e, segundo relatos nas
redes sociais, em determinados momentos, com as armas direcionadas para janelas
de imóveis próximos ao local do ato bolsonarista.
“Uma semana antes da eleição, acordamos com mascarados de
fuzil apontados pra nossa janela. Isso não é normal”, publicou a advogada Mayra
Cotta nas redes sociais.
(crédito: Instagram @ siteesportesenoticias)
Questionada pelo ICL Notícias sobre a presença dos policiais armados, a Polícia Militar afirmou que o posicionamento de agentes em locais elevados faz parte das estratégias de segurança para identificar possíveis ameaças e permitir uma resposta rápida das equipes que atuam nas ruas.
“O posicionamento de policiais militares para observação
avançada em posição visível busca desestimular ações que possam ameaçar a
integridade física das pessoas e proporciona visão ampliada do local,
permitindo identificar possíveis ameaças e comunicá-las rapidamente às equipes
em solo, favorecendo uma resposta ágil e coordenada para a segurança de todos”,
informou a corporação.
Após a primeira resposta, a PM chegou a enviar uma segunda
nota, afirmando que a presença dos atiradores seguia protocolos internacionais
de segurança para eventos com grande concentração de pessoas e autoridades,
como no caso da manifestação, que contou com representantes dos poderes
Executivo e Legislativo.
Posteriormente, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) pediu
que a segunda nota fosse desconsiderado, uma vez que o texto era “um modelo
antigo de resposta”, enviado à PM como referência e interpretado
equivocadamente como uma nova manifestação oficial. A SSP informou, então, que
a primeira versão é a resposta válida da corporação.
Flávio diz que receberá faixa do pai
A manifestação bolsonarista começou por volta das 11h20 e
reuniu apoiadores na Avenida Paulista. Segundo apontou a metodologia do Monitor
do Debate Político da USP/Cebrap e da More in Common, o ato reuniu 71,9 mil
pessoas no seu ápice. Com margem de erro de 12%, a estimativa indica que o
público ficou entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas às 12h20, horário de pico.
O ato ocorreu uma semana depois de uma mobilização favorável
ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no mesmo local, em 11
de outubro. Segundo a campanha petista, a manifestação da última semana reuniu
cerca de 1 milhão de pessoas, número divulgado pelos organizadores.
Flávio Bolsonaro chegou acompanhado da mulher, Fernanda, e
fez um discurso breve. O candidato afirmou que precisava preservar a voz para o
debate presidencial marcado para a noite deste domingo, promovido pela Band e
outros veículos de comunicação. Mesmo assim, aproveitou a manifestação para
atacar Lula e o PT.
Flávio prometeu “salvar o Brasil do PT” e afirmou que, se
eleito, receberá a faixa presidencial das mãos do pai, Jair Bolsonaro (PL),
condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa
de golpe de Estado e atualmente em prisão domiciliar. “Vocês verão Jair Messias
Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele”, declarou.
O senador também declarou: “Vou cuidar do país, vou cuidar de
você”. A promessa de cuidado ocorre em meio à divulgação de propostas
econômicas polêmicas com cortes em programas sociais e propostas que sugerem
impacto na aposentadoria.
Diante da repercussão negativa de seu plano, Flávio negou que
pretenda promover cortes às custas de quem mais precisa e contestou a
possibilidade de desvincular aposentadorias e o Benefício de Prestação
Continuada (BPC) do reajuste do salário mínimo. Essas, porém foram as medidas
adotadas durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL).
A discussão envolve o chamado “tesouraço”, pacote de medidas
atribuído à equipe econômica ligada ao campo político do candidato. As
propostas incluem o fim dos pisos constitucionais de gastos com saúde e
educação e mudanças nas regras de reajuste das aposentadorias do INSS e do BPC.
A manifestação contou com a presença do governador de São
Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e de
outros aliados políticos do candidato. Também participaram parlamentares
bolsonaristas, entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Além dos ataques ao governo federal, manifestantes exibiram
cartazes contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de
Moraes, relator do processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro. Durante o
ato, Nikolas Ferreira afirmou que a próxima legislatura deverá buscar a
cassação do magistrado.
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