VÍDEO: PRONUNCIAMENTO DE DINO ENCERRA UMA SESSÃO HISTÓRICA PARA LIBERDADE DE IMPRENSA E AS AÇÕES JUDICIAIS DO STF; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução 'IA Meta' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 4h32 desta sexta-feira, 14 de agosto
de 2026.
O pronunciamento do ministro Flávio Dino na sessão plenária
do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira, 13 de agosto de 2026,
destacou a necessidade de separar a investigação de práticas criminosas da
proteção constitucional ao exercício legítimo do jornalismo.
A manifestação ocorreu no início da sessão do tribunal, logo
após declarações de apoio e notas institucionais lidas pelo presidente do STF,
ministro Edson Fachin, e pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, o
debate central girou em torno de uma operação da Polícia Federal realizada dias
antes, autorizada por Moraes, que mirou supostos informantes de um jornalista
do Maranhão.
A ação gerou fortes críticas de entidades de imprensa por suposta quebra do sigilo de fonte.
— Detalhes do pronunciamento de Flávio Dino:
Dino agradeceu publicamente a solidariedade de seus pares e
afirmou que o caso "repõe os fatos nos trilhos adequados", segundo
ele, uma frente cuida da apuração legítima de hipotéticos crimes, enquanto a
outra garante a proteção irrevogável à profissão de jornalista.
O ministro ressaltou que a proteção constitucional existe e
sempre existirá para a atividade jornalística, mas que ela não pode ser
estendida para acobertar uma eventual "coautoria de delitos". Dino
relembrou a tradição histórica do Supremo na defesa das liberdades
comunicacionais, citando que o tribunal defendeu a liberdade de imprensa até
mesmo no "período de chumbo" da ditadura militar.
O ministro fez um agradecimento enfático pelo apoio dado à
integridade de sua família, afirmando que seus familiares devem ser
"respeitados e preservados". Prometeu seguir exercendo o cargo
"com ponderação e muita coragem".
— Manifestação nas redes:
Dino publicou em suas redes sociais um texto declarando que o
ônus da atual função de juiz envolve "suportar calado agressões e
injustiças". Afirmou ver "distorções monumentais quanto a fatos"
e que seus 37 anos de serviço público são sua maior defesa.
— O contexto das falas de Fachin e Moraes:
Edson Fachin Prestou solidariedade institucional a Flávio
Dino e afirmou que ameaças físicas contra ministros e familiares devem ser
apuradas com rigor, paralelamente, fez uma defesa contundente da liberdade de
imprensa e do sigilo de fonte, pontuando que investigações jamais podem visar a
atividade jornalística regular.
Sinalizou que submeterá decisões monocráticas como essa ao
crivo do colegiado com brevidade.
Alexandre de Moraes defendeu energicamente a legalidade da
operação, pontuando que o caso envolve a atuação de uma organização criminosa
com indícios cabais de perseguição (stalking) contra familiares e filhos
menores de Dino; afirmou que houve monitoramento clandestino de dados e
veículos. Moraes reforçou que o sigilo de fonte jornalística é intocável, mas
argumentou que a garantia constitucional não pode servir de escudo ou
instrumento de impunidade para práticas ilícitas.
A ação penal corre em segredo de justiça e decorre de
publicações jornalísticas feitas entre o final de 2025 e 2026 por um blog do
Maranhão. Os textos questionavam o uso de carros oficiais blindados cedidos
pela segurança do STF para deslocamentos da família do ministro. A segurança
institucional e a Procuradoria-Geral da República (PGR) identificaram que os
dados levantados pelo grupo investigado incluíam rotinas de segurança e
monitoramento de menores de idade, extrapolando a mera cobertura jornalística de
interesse público.
Confira no vídeo abaixo o pronunciamento de Flávio Dino:
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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz/Vídeo e foto reproduções do Instagram.

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