LIMITE DE CRÉDITO A ESTADOS E MUNICÍPIOS E AMPLIADO EM R$ 3 BILHÕES; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 6h49 desta sexta-feira, 28 de agosto de 2026.
Medida eleva teto de R$ 23,6 bilhões para R$ 26,6 bilhões em
2026
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta
quinta-feira (27) uma resolução que amplia os limites para contratação de
operações de crédito por estados, Distrito Federal e municípios em 2026.
A medida aumenta em R$ 3 bilhões o limite global anual para
essas operações, que passa de R$ 23,625 bilhões para R$ 26,625 bilhões.
A decisão foi tomada em reunião extraordinária do colegiado e
amplia tanto as operações com garantia da União quanto aquelas realizadas sem
essa garantia.
Segundo o CMN, a medida busca aproveitar de forma mais
eficiente o espaço fiscal já previsto para este ano e que não tinha perspectiva
de utilização até o fim de 2026.
Como ficam limites
A resolução redistribui parte do espaço fiscal identificado
pela Secretaria do Tesouro Nacional e amplia os sublimites destinados a
operações de estados, Distrito Federal e municípios.
Os principais valores passam a ser:
Crédito com garantia da União: de R$ 5,5 bilhões para R$ 7
bilhões;
Crédito sem garantia da União: de R$ 5,5 bilhões para R$ 6
bilhões;
Novo PAC sem garantia da União: de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2
bilhões;
Novo PAC com garantia da União: de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,8
bilhões.
Com as mudanças, governos estaduais e municipais passam a ter
maior margem para contratar financiamentos dentro dos limites estabelecidos
pelo CMN.
Espaço fiscal
A ampliação foi possível após um levantamento realizado pela
Secretaria do Tesouro Nacional junto aos entes que participam dos Programas de
Reestruturação e de Ajuste Fiscal e do Programa de Acompanhamento e
Transparência Fiscal.
A análise identificou espaço fiscal que, segundo o governo,
não deverá ser utilizado até o final de 2026.
Esses programas possuem mecanismos próprios de controle do
endividamento, com acompanhamento individualizado e fiscalização da Secretaria
do Tesouro Nacional. Parte desse espaço considerado ocioso foi, então,
realocada para os sublimites de crédito subnacional administrados pelo CMN.
A medida ocorre em um momento em que o saldo disponível
nesses limites estava próximo do esgotamento.
PPPs mudam de regra
A resolução também altera a distribuição dos recursos
destinados às Parcerias Público-Privadas (PPPs).
O CMN extinguiu o sublimite específico de R$ 1 bilhão
destinado à contratação de operações de crédito com garantia da União para
PPPs.
Os recursos foram integralmente transferidos para o sublimite
destinado às operações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC)
com garantia da União, que sobe de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,8 bilhões.
A mudança, portanto, não representa um aumento adicional de
R$ 1 bilhão no limite global, mas uma redistribuição do espaço fiscal já
existente.
Limites preservados
Nem todos os sublimites foram alterados pela decisão do CMN.
Permanecem os mesmos os valores destinados à Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos e aos órgãos e entidades da União.
Os limites são:
Correios: R$ 8 bilhões;
Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.
A resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Quem decide
O Conselho Monetário Nacional é o órgão responsável por
formular diretrizes da política da moeda e do crédito no país.
Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o
colegiado também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo,
e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
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Com informações Portal Agência Brasil.






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