CAIADO É CORRIGIDO APÓS TENTAR MINIMIZAR PLANO DE GOLPE CONTRA LULA NA GLOBO, ENTENDA
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| (crédito: foto reprodução para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 8h45 desta quarta-feira, 26 de agosto
de 2026.
A sabatina do candidato à Presidência da República Ronaldo
Caiado (PSD) na TV Globo foi marcada por respostas longas e que pouco tinham a
ver com as perguntas feitas pelos jornalistas César Trali e Renata Vasconcelos.
O foco do presidenciável foi atacar o presidente Lula e seu governo. Caiado foi
corrigido algumas vezes pelos dois ontem, quarta-feira (26).
Ao ser questionado sobre sua proposta de anistia aos
envolvidos nos atos golpistas, o político tentou minimizar a investigação da
Polícia Federal que identificou um plano para assassinar o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro
do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A sabatina começou com uma pergunta de César Tralli sobre a
proposta de Caiado de conceder anistia aos envolvidos na tentativa de ruptura
institucional. O candidato afirmou que pretende encaminhar ao Congresso um
projeto de “anistia ampla e irrestrita”, que beneficiaria inclusive o
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante a resposta, Caiado também atacou Lula e fez uma
referência a reportagens exibidas pela Globo durante a Lava Jato e o Mensalão.
“Eu assisti durante quatro anos aquele propinoduto no Jornal Nacional sobre o
roubo do Lula”, afirmou.
Na sequência, os entrevistadores voltaram a pressionar Caiado
sobre os critérios para uma eventual anistia. Foi então que Renata Vasconcellos
lembrou que as investigações sobre a tentativa de golpe revelaram um plano para
matar Lula, Alckmin e Moraes.
Caiado demonstrou incômodo com a afirmação e tentou
relativizar a informação. “Isso é um relato, eu me lembro do Jornal Nacional
mostrando corrupção constante do Lula”, respondeu.
Renata interrompeu o candidato e fez uma correção. “Não foi
um relato”, afirmou a apresentadora.
A observação se referia à natureza da apuração. O plano de
assassinato não foi apresentado apenas a partir do depoimento de uma
testemunha, mas surgiu no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que
reuniu documentos, mensagens e outros elementos apontados pelos investigadores
como evidências da trama.
As investigações sobre a tentativa de golpe também apontaram
a participação de militares e civis na articulação. O caso resultou em
denúncias, julgamentos e condenações no STF, inclusive relacionadas aos atos de
8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos
Três Poderes, em Brasília.
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Com informações do Portal ICL Notícias.
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