CANDIDATOS INICIAM CAMPANHA PRESIDENCIAL EM REDUTOS ELEITORAIS
![]() |
| (crédito: foto reprodução 'IA Meta' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 22h30 deste domingo, 16 de agosto de
2026
Os candidatos à presidência da República iniciaram neste
domingo (16) a campanha nas ruas do país, que está liberada a partir de hoje
pelo calendário da Justiça Eleitoral.
De acordo com a Lei das Eleições e resoluções do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), os atos estão permitidos até 3 de outubro, um dia
antes do primeiro turno. Os comícios estão autorizados entre as 8h e a
meia-noite, até 1° de outubro.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou oficialmente
sua busca do quarto mandato em comício no Estádio da Vila Euclides, em São
Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo.
“A partir de hoje, só vamos dormir direito em 5 de outubro.
Cada militante nosso tem de andar com a comparação do que nós fizemos e do que
os outros fizeram”, discursou a um estádio cheio, conclamando a participação
ativa da militância na campanha.
O local foi escolhido justamente pela relação com sua
história política. Palco das assembleias de operários das metalúrgicas do ABC,
teve greves importantes para pressionar uma ditadura militar que já dava sinais
de cansaço, em 1979.
O evento adiantou as linhas gerais de campanha, com destaque
para a defesa da soberania, pautas sociais e as questões em disputa com os
partidos de direita, como o papel da mulher e as diferenças de abordagem em
relação à segurança pública.
Em sua sétima candidatura à presidência, Lula disse que
“enquanto for vivo não vai permitir que uma direita responsável pela morte de
crianças sem remédio e pela morte de 400 mil pessoas sem vacina volte”.
O comício emprestou palanque para outros estados, com
participação de políticos do partido de todas as regiões. Coube a Benedita da
Silva, que concorre ao Senado no Rio de Janeiro, representar os candidatos ao
legislativo.
Em relação à segurança pública, defendeu propostas em
andamento, como o ministério de segurança pública e a possibilidade de
aprovação da lei de combate ao crime organizado, dando destaque à importância
de buscar os grandes beneficiários do crime.
Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro começou a campanha pela Presidência da
República na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O local recebeu uma série
de manifestações bolsonaristas nos últimos anos, incluindo aquelas contra a
prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.
Flávio subiu ao carro de som por volta das 11h30, usando uma camiseta com os dizeres "Meu Partido é o Brasil", nas cores da bandeira nacional. Ele estava acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, da mãe, Rogéria, também candidata, e da esposa, Fernanda.
Flávio tocou áudios do pai refletindo sobre a família, depois
do atentado que sofreu, e prometeu levar à frente o legado do presidente que
governou o país entre 2019 e 2022.
"Sei que pareço com ele [Jair, pela semelhança física].
Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé", disse Flavio, no
início do discurso, para um público de milhares de pessoas, na praia.
O candidato defendeu o pai e afirmou que Jair foi preso
injustamente. Prometeu, se eleito, indicar os novos quatro ministros do Supremo
Tribunal Federal (STF), entre "homens e mulheres". Atualmente, a
Corte conta com apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia.
A pauta da segurança pública esteve entre os principais
tópicos do discurso. Flávio prometeu classificar milícias e organizações do
tráficos de drogas como "terroristas", reduzir a idade penal,
enfrentar roubos e furtos, além de diminuir os altos índices de feminicídio no
país.
No tema economia, ele criticou a alta taxa de juros no país,
com a Selic a 14% ao ano, e prometeu aliviar a inflação para a classe média.
Propôs um "tesouraço", nos primeiros dias, além de cortes de gastos e
de cargos.
Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD)
escolheu começar a campanha em Goiás, estado que governou de 2019 a março deste
ano e onde, segundo pesquisas eleitorais, lidera as intenções de votos.
Acompanhado por apoiadores, o candidato percorreu municípios
goianos do entorno do Distrito Federal. Ele passou por Águas Lindas de Goiás,
Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental,
encerrando o ato em Luziânia.
Caiado, que diz estar disputando o pleito deste ano “para
tirar o PT do poder”, assegurou que, caso não passe para o segundo turno, não
apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição. A
manifestação é contrária à declaração do presidente do PSD e vice de Caiado,
Gilberto Kassab, que disse no sábado que os partidos do chamado Centrão “estão
com Lula”.
O ex-governador de Goiás disse ser o único político com
mandato no Brasil que nunca apoiou Lula e acrescentou que, no primeiro turno, a
população vai escolher o candidato de oposição que vai enfrentar o atual
presidente no segundo turno.
“Não adianta lançar um candidato [de oposição] que, ao chegar
lá, vai ter que ficar explicando seus problemas. Este não ganha a eleição”,
comentou o goiano ao responder a perguntas de jornalistas sobre a candidatura
de Flávio Bolsonaro (PL), que supera Caiado nacionalmente nas pesquisas de
intenção de votos.
Caiado garantiu que, durante sua gestão à frente do governo
de Goiás, entregou melhorias na segurança pública, na educação e na saúde. E
destacou a importância dos eleitores analisarem as propostas dos candidatos
para promover a responsabilidade orçamentária e o equilíbrio fiscal.
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema, candidato à presidência pelo Partido Novo, foi a
Montes Claros, Norte de Minas Gerais, para iniciar a campanha à presidência da
República neste domingo.
Ele participou de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da
Conceição e São José. Depois, esteve em um almoço com candidatos de seu partido
a cargos de deputado federal.
Em discurso na cidade, o ex-governador de Minas criticou o
governo Lula e disse que acredita que estará no segundo turno das eleições.
Zema defendeu propostas sobre segurança pública e combate à corrupção.
“O que eu fiz aqui [em Montes Claros] eu vou fazer no Brasil.
Sem roubalheira, sem corrupção e com gente competente”, discursou.
Brasília - 24/05/2023 - O governador de Minas Gerais, Romeu
Zema, durante entrevista coletiva, após reunião com o ministro da Fazenda
Fernando Haddad, para tratar sobre o regime de recuperação fiscal. Foto: Rafa
Neddermeyer/ Agência Brasil
Renan Santos (Missão)
O primeiro ato de campanha de Renan Santos, candidato pelo
Missão, aconteceu no Largo São Francisco, no centro de São Paulo.
O evento teve a participação do deputado federal Kim
Kataguiri, do ex-deputado estadual Arthur do Val, Amanda Vettorazzo, entre
outros apoiadores.
Santos criticou o assistencialismo, falou sobre
empreendedorismo, segurança pública e outros temas de sua campanha.
“Nós estamos aqui para colocar o nosso nome na história como
a geração que alterou o destino de uma das maiores nações do mundo”, disse ao
público presente.
Augusto Cury (Avante)
Augusto Cury, do Avante, também iniciou sua campanha à
presidência neste domingo.
Ele esteve em Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo
Horizonte (MG) e defendeu seu plano de governo, citando projetos que pretende
implementar na área da Saúde. O candidato prometeu que seu mandato vai “escutar
as pessoas”.
Em conversa com a imprensa e com o público presente, Cury
descreveu sobre como encara a política no Brasil hoje:
“Nós não estamos em dois barcos, direita e esquerda, esquerda
e direita. Estamos num barco só chamado família brasileira. Quem dirige esse
barco tem de dirigir com responsabilidade”.
Professor da rede pública e ativista do movimento negro, o
candidato do PSTU, Hertz Dias, caminhou com correligionários e apoiadores pela
Avenida Paulista, em São Paulo, e por ruas de São José dos Campos, no interior
paulista.
O socialista apresentou aos eleitores com quem conversou uma
de suas principais propostas de governo: a reestatização das empresas
estratégicas do país.
"O Brasil produz riquezas imensas. O problema é que essa
riqueza está nas mãos de uma minoria de banqueiros, [empresas] multinacionais e
grandes empresários”, disse o maranhense.
Dias defendeu que sua campanha está ao lado dos
trabalhadores, que são quem produz toda a riqueza do país e se propôs a
construir uma alternativa à concentração de riqueza, que impõe sacrifícios para
a maioria.
Outros candidatos
Em São Paulo, Samara Martins, da Uidade Popular (UP), fez um
evento de lançamento de campanha com militantes do partido.
Edmilson Costa, do PCB, participa de uma live em seu canal no
YouTube nesta noite de domingo.
Não divulgaram agenda para este domingo os candidatos:
Clariana Barão, do DC; Rui Costa Pimenta, do PCO; Wilson Grassi, do Democrata;
e Pablo Marçal, do PRTB.
********
Com informações e foto Agência Brasil.

.jpg)
%20(1).jpeg)






.png)
-EDIT.jpg)
Comentários