ELEIÇÕES 2026: ‘PROTEÇÃO DE PRESIDENCIÁVEIS NA ELEIÇÕES FICA 67% MAIS CARA EM QUATRO ANOS’; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 8h55 desta terça-feira, 21 de julho de
2026.
Operação da PF passou de cerca de R$ 57 milhões em 2022 para
R$ 95 milhões em 2026; efetivo previsto também subiu
A operação da Polícia Federal para proteger candidatos à
Presidência da República nas eleições de 2026 ficou 67% mais cara em relação ao
plano montado na disputa de 2022, em valores nominais. O orçamento previsto
passou de aproximadamente R$ 57 milhões para R$ 95 milhões em quatro anos.
O efetivo também cresceu. Em 2022, a PF havia previsto ao
menos 300 agentes para atuar na segurança dos presidenciáveis. Agora, o plano
atual poderá mobilizar até 458 servidores, entre agentes de proteção, chefes de
equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística.
A nova operação foi anunciada pela PF na última quinta-feira
(17) e pode ser ativada a partir desta segunda-feira (20), depois da
homologação das candidaturas nas convenções partidárias e da solicitação formal
das campanhas. A estrutura foi dimensionada para atender simultaneamente até
dez candidaturas à Presidência.
Segundo a PF, cada presidenciável terá um plano de segurança
próprio, definido a partir de análise técnica de risco. Entram nessa avaliação
o histórico de ameaças, informações de inteligência, locais dos eventos,
deslocamentos, acessos e o contexto de segurança de cada região.
Antes das agendas de campanha, equipes precursoras farão
reconhecimento dos locais e articulação com forças de segurança estaduais e
municipais. A corporação afirma que a operação foi organizada para garantir
tratamento isonômico aos candidatos, mas que o efetivo e os recursos empregados
poderão variar conforme o risco de cada agenda.
O salto no custo ocorre em meio a uma estrutura mais ampla do
que a de 2022. A operação deste ano prevê atuação em todos os estados,
acompanhamento permanente das agendas, veículos blindados, equipamentos
antidrone e equipes especializadas em inteligência, logística e proteção
pessoal.
Em 2022, a PF havia apresentado um esquema então classificado
como inédito para a proteção dos candidatos ao Planalto. Naquele ano, os gastos
estimados chegavam a R$ 57 milhões, sendo R$ 25 milhões em despesas
operacionais, como logística e diárias, e R$ 32 milhões em equipamentos,
incluindo coletes, veículos blindados e kits de pronto-socorro.
A comparação entre os dois planos mostra que o orçamento
cresceu R$ 38 milhões. Já o número máximo de servidores previsto para 2026 é
52,7% superior ao efetivo mínimo anunciado quatro anos antes.
A adesão à segurança da PF é facultativa. A campanha pode
solicitar a proteção no início da operação ou em outro momento do período
eleitoral. Caso o presidente Lula (PT) confirme a candidatura à reeleição, sua
segurança deverá seguir no modelo integrado entre PF e Gabinete de Segurança
Institucional.
Um ponto político já apareceu antes mesmo do início efetivo
da operação. A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à
Presidência, indicou que pretende manter a segurança feita pela Polícia do
Senado, em vez de usar a estrutura da PF. Aliados do senador dizem não ver
motivo para trocar o serviço e afirmam haver desconfiança em relação à
corporação comandada por Andrei Rodrigues, diretor-geral nomeado por Lula.
A PF diz que não divulgará a classificação individual de
risco das campanhas nem o efetivo destinado a cada candidato por razões de
segurança.
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Com informações e foto ICL Notícias




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