AUMENTO DE EXPORTAÇÕES PARA CHINA, EUROPA E ÍNDIA É SEIS VEZES MAIOR QUE A QUEDA PARA OS EUA; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução 'IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 19h25 desta segunda-feira, 20 de julho
de 2026.
Dados, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos (ApexBrasil), referem-se ao primeiro semestre, quando o primeiro
tarifaço de Trump afetava as vendas brasileiras ao exterior. Com novo pacote de
apoio anunciado na última sexta (17), Apex quer ajudar a repetir o feito
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações
e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller. apontou que o aumento das
exportações no primeiro semestre deste ano, considerando apenas China, Europa e
Índia, superaram em seis vezes a queda das vendas para os Estados Unidos: R$
16,1 bilhões, contra RS 2,6 bilhões, respectivamente.
No período apontado, o comércio com o mercado estadunidense
já estava sob impacto do primeiro tarifaço, imposto no ano passado em duas
etapas, em abril e agosto.
Müller falou à imprensa nesta sexta-feira (17/7), quando
anunciou um pacote de R$ R$ 130 milhões, a ser iniciado em agosto, para apoiar
as empresas brasileiras a diversificarem os destinos para suas vendas ao
exterior e reduzir os impactos das tarifas estadunidenses recém-impostas pela
administração Donald Trump.
Segundo reportagem da Agência Brasil, o presidente da Apex
afirmou que houve, no primeiro semestre do ano, uma redução de cerca de US$ 2,6
bilhões em exportações para os EUA, resultado das tarifas aplicadas
anteriormente.
Mas tivemos um aumento de US$ 3,1 bilhões para a Europa, US$
2,5 bilhões para a Índia, e US$ 10,5 bilhões para a China, só para citar alguns
dos destinos mais importantes”, disse Laudemir Müller.
Na avaliação de Müller, a balança pesou a favor do Brasil a
partir das medidas adotadas pelo governo desde o ano anterior, como o esforço
para abertura de novos mercados para produtos nacionais, do qual a Apex tem
participado.
As negociações do Mercosul com Índia, Japão e Canadá também
foram apontadas pelo presidente da agência como oportunidades para diversificar
o comércio exterior do Brasil, reduzindo a dependência dos estadunidenses.
O dirigente ressaltou que a grande maioria das empresas
exportadoras que buscam apoio da Apex conseguiram resistir ao primeiro tarifaço
e expandir seus negócios com o exterior.
72% das 2,4 mil empresas que exportam para os EUA, e que são
apoiados pela ApexBrasil, já diversificaram o mercado entre junho de 2025 e
maio de 2026. Elas acrescentaram, nesse período, pelo menos um novo destino de
suas exportações”, disse.
Novo apoio
A ApexBrasil informou que o novo plano anunciado nesta
sexta-feira será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas
mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras.
“A expansão para outros mercados a gente já faz. O que a
gente vai trabalhar agora é a diversificação. É um novo olhar sobre novas
oportunidades a partir de um novo cenário do comércio internacional”, explicou
Müller, em entrevista.
O chefe da agência estatal disse que as prioridades são o
mercado da União Europeia, até pelo recente acordo com o Mercosul, além dos
países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como
Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, entre outros, e que apresentam altas
taxas de crescimento.
China, um dos destinos dos produtos brasileiros. Foto:
ApexBrasil
Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão,
também estão entre os possíveis novos mercados a serem explorados pelas
empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA.
“São países de alto crescimento e desenvolvimento, eles têm
procurado muito o Brasil para parcerias em investimento e estão crescendo a 7%
ou 8% [do Produto Interno Bruto, PIB], com população jovem, e que demandam,
inclusive, produtos que o Brasil tem”, disse.
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Com informações Canalgov.
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