EUA PROPÕEM TARIFA A 60 PAÍSES INCLUINDO O BRASIL

(crédito: foto reprodução para ilustração do texto)


Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 8h55 desta quarta-feira,  03 de junho de 2026.

Os Estados Unidos propuseram formalmente a aplicação de tarifas adicionais a 60 países, incluindo o Brasil, sob a justificativa de que essas nações falharam em coibir o comércio e a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. - Funcionamento das tarifas propostas:

O governo norte-americano dividiu os países afetados em duas categorias com base na eficiência de suas fiscalizações contra o trabalho análogo à escravidão: Tarifa de 12,5%: Aplicada a 46 economias, incluindo o Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Argentina e Reino Unido, consideradas sem barreiras ou fiscalizações efetivas de controle no mercado doméstico.

- Tarifa de 10%: Aplicada a 14 economias que já possuem regimes ou restrições parciais para mitigar o problema, incluindo a União Europeia, Canadá, México, Indonésia, Paquistão e Equador.

- Contexto e Acúmulo de Taxas:

Essa proposta ocorre em um momento de forte ofensiva comercial da gestão de Donald Trump. O anúncio desta sobretaxa geral veio apenas um dia após o USTR propor, de forma individualizada, uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros decorrente de uma investigação sobre práticas de comércio digital e tarifas preferenciais nacionais. Ainda não há uma definição oficial se as duas penalidades (os 25% específicos e os 12,5% do trabalho forçado) serão somadas cumulativamente.

- Lista de Isenções e Próximos Passos:

O governo dos EUA informou que deixará de fora da taxação do trabalho forçado produtos essenciais e estratégicos, tais como: Combustíveis e energia Terras raras e metais específicos Carne bovina, café, frutas e vegetais selecionados Insumos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e autopeças para aeronaves A aplicação prática não é imediata. De acordo com as diretrizes do USTR, o plano está aberto para o recebimento de comentários públicos até o dia 6 de julho de 2026.

Audiências públicas oficiais em Washington para debater a imposição estão agendadas para o dia 7 de julho de 2026. Você pode acompanhar as atualizações diretas da cobertura econômica no G1 ou no portal de notícias Poder360.


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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz. 

 

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