GOVERNO PREPARA DESENROLA PARA TRABALHADORES INFORMAIS E ADIMPLENTES
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| (Foto: presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da fazenda, Dario Durungan - crédito: foto reprodução) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem públicada às 17h05 desta quarta-feira, 06 de maio de 2026.
O governo prepara uma nova fase do programa Desenrola Brasil
para pessoas adimplentes, mas que, apesar de manterem as contas em dia, sofrem
com as altas taxas de juros do mercado.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a linha
de crédito deve ser anunciada até início do mês de junho e também deve ser
direcionada para os trabalhadores informais.
Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov,
nesta quarta-feira (6), Durigan afirmou que o governo tem um olhar cuidadoso
para o trabalhador informal no país.
“Ele não tem uma renda fixa por mês, ele não tem um salário
recorrente, ele tem que ir lá ganhar o seu dia a dia de maneira muito pontual,
de maneira muito errática. E ele é quem mais toma juros caros no país”,
explicou o ministro.
Novo Desenrola
Na última segunda-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva lançou o novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas
voltado à população que ganha até cinco salários-mínimos, hoje R$ 8.105. Será
possível negociar débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito
pessoal.
O programa é uma reformulação da política anterior de
renegociação e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias,
especialmente aquelas com dívidas de alto custo.
A nova iniciativa ainda prevê renegociar dívidas de
estudantes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o ministro,
os estudantes adimplentes também devem ser contemplados na próxima fase.
Dario Durigan negou que o Desenrola estimule o não pagamento
de dívidas e afirmou que é justo que os adimplentes também recebam algum
estímulo.
Para ele, o alto endividamento é consequência do “período
duro” que o país viveu com a pandemia e a falta de políticas do governo
anterior, com desemprego alto, estagnação da renda das famílias e o não
reajuste do salário mínimo.
“O que nós estamos querendo fomentar aqui é a adimplência, é
o pagamento das contas. É isso que nos interessa. Então, não dá para ver um
programa como o Desenrola, que é um programa de grande sucesso, como algo que
vai ser recorrente, não vai.”
“Nós temos que aproveitar esse momento pós-pandemia,
pós-governos desastrosos no Brasil, para que a gente dê esperança para as
pessoas e renegocie. Então, é o momento de renegociar e pagar a dívida. Por
isso, queremos incentivar o bom pagador, tratar num segundo momento desses
incentivos, seja o estudante do Fies que está adimplente, seja quem tem uma
taxa de juros alta e também segue adimplente”, completou.
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Com informações Agência Brasil.

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