GENERAL CONFRONTA DEPUTADO PARA DIZER QUE O COMANDANTE DO EXÉRCITO NÃO É FROUXO
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(crédito: imagem reprodução/Sociedade Militar)
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 16h54 desta sexta-feira, 1º de maio de 2026.
Uma discussão jamais vista dentro da Câmara ocorreu entre o
deputado Marcel Van Hattem e o general que chefia a Assessoria Parlamentar do
Comandante do Exército
O general Emílio, chefe da Assessoria Parlamentar do Exército
no Congresso Nacional, protagonizou um episódio no mínimo inusitado. Chefiando
um setor que funciona debaixo de uma concessão do legislativo, como um órgão
das Forças Armadas dentro da Câmara dos Deputados com o objetivo de angariar
recursos para a força entre parlamentares, o oficial confrontou o deputado
Marcel Van Hatten para dizer que Tomás Miné, que comanda o exército “não é
frouxo”.
A assessoria parlamentar do Comando do Exército é considerada
uma peça chave para o diálogo com parlamentares na defesa de propostas de
interesse das cúpulas das Forças Armadas. Entre outras funções, a principal
delas é definida como: “esclarecer acerca do Portfólio Estratégico do Exército,
elucidando a sua importância para o País e ampliar a notoriedade e a aceitação
desses temas entre os parlamentares, com vistas a garantir a sustentabilidade
orçamentária necessária“.
Durante a discussão com Marvel Van hattem o oficial disse que
iria para a guerra com o general Tomás Migual Miné: “ele é homem tá certo? Ele
é meu comandante e com ele eu vou pra guerra!“, disse o general. O deputado
Marcel Van hattem retrucou e disse que o Exército está “batendo continência pra
ladrão” e que “quem defende frouxo e frouxo também“.
O comportamento do oficial acfabou gerando uma nota em
repúdio ao ato, elaborada pela oposição na Câmara dos Deputados
“A liderança da Oposição na Câmara dos Deputados manifesta
seu mais veemente repúdio à conduta do General Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe
da assessoria parlamentar do Exército Brasileiro, que, conforme registrado em
vídeo, tentou intimidar o deputado federal Marcel van Hattem dentro das
dependências da Câmara dos Deputados.
Durante o episódio, o general chega a afirmar que “com ele eu
vou pra guerra”, em referência ao Comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva —
uma declaração absolutamente incompatível com o ambiente institucional do
Parlamento e que evidencia o caráter intimidatório da abordagem. Trata-se de um
fato gravíssimo e absolutamente incompatível com o Estado de Direito. É
inadmissível que um membro das Forças Armadas constranja, pressione ou tente
cercear a atuação de um parlamentar no pleno exercício de seu mandato. A
Constituição é clara ao garantir a inviolabilidade dos deputados por suas
opiniões, palavras e votos.
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Qualquer tentativa de intimidação dentro do Parlamento
representa uma afronta direta à própria democracia e à separação entre os
Poderes. É igualmente inadmissível que um representante das Forças Armadas atue
de forma política e intimidatória dentro da Casa do Povo.
O episódio exige resposta firme e imediata. Diante da
gravidade dos fatos, o Líder da Oposição exige o afastamento imediato do
General Emílio Vanderlei Ribeiro de suas funções na assessoria parlamentar do
Exército, até a completa apuração do ocorrido. Reafirmamos que o Parlamento é
espaço de livre manifestação, debate e fiscalização, e não será tolerada
qualquer tentativa de intimidação contra representantes eleitos pelo povo
brasileiro.”
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Com informações Reviista Sociedade Militar.
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