VÍDEOS: GENERAL PODE SER PROIBIDO DE ENTRAR NO CONGRESSO APÓS CONFRONTO COM DEPUTADO DENTRO DA CÂMARA; CONFIRA

(crédito: Imagens reprodução para ilustração do texto/Vía Sociedade Militar)


Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada à 0h32 desta segunda-feira, 04 maio de 2026.

A temperatura subiu nos corredores do Congresso Nacional e continua subindo com as repercussões da discussão entre o chefe da Assessoria do Exército e um deputado federal. O episódio, que envolveu gritos e tentativas de intimidação, trouxe à tona um histórico de polêmicas que muitos preferiam manter escondido sob a farda.

O Confronto inédito na casa do povo

Tudo começou durante uma reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) proferia críticas severas ao atual comando das Forças Armadas. Ao sair da sala, o parlamentar foi confrontado pelo General Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe da assessoria parlamentar do Exército, em uma postura que Van Hattem descreveu como “completamente desequilibrada”.

O vídeo, que já circula intensamente nas redes sociais, captura o momento em que a autoridade militar tenta tirar satisfações. O general disparou: “Ele é homem, tá certo? É meu comandante e com ele eu vou pra guerra!”. A resposta do deputado foi ácida, afirmando que o Exército estaria “batendo continência para ladrão” e que “quem defende frouxo é frouxo também”. O clima de tensão quase descambou para a agressão física dentro da Câmara.



De “Ciclista” a assessor polêmico

Este não é o primeiro “barraco” em qu eo oficial general se envolve. Conforme revelado pelo antropólogo Flávio Gordon, o general carrega um apelido irônico nos bastidores dos quartéis: “General Bicicletinha”. O termo surgiu após um incidente em 2024, na Vila Militar do Rio de Janeiro. Vestido de ciclista civil, ele teria insultado capitães que realizavam um teste de aptidão física, chamando-os de “bando de burros” e chegando a agarrar o braço de um subordinado.

A denúncia daquele episódio, publicado pela Revista Sociedade Militar, que confirmou o fato, mostra que a confusão só cessou quando o ciclista revelou ser um General de Brigada. Na época, o caso gerou processos administrativos e uma enxurrada de “figurinhas” e memes que ridicularizavam a postura do oficial perante a tropa.

Condecorações que geram revolta

Além dos confrontos físicos e verbais, a atuação política do General Emílio também é alvo de críticas. Em julho de 2025, ele condecorou o prefeito do Rio, Eduardo Paes, com a Medalha do Mérito Aeroterrestre.

A honraria, sagrada para a mística paraquedista, foi vista por militares da reserva como um “puxa-saquismo” político. O termo “mais carioca dos cariocas”, usado na cerimônia, virou combustível para a indignação de setores da direita e da própria base militar.

Para os críticos, esses gestos simbolizam um suposto “aparelhamento” das Forças Armadas. A entrega de uma medalha técnica a um político de carreira, sem histórico na área, desmereceria o esforço daqueles que conquistam o brevê através de rigoroso treinamento. Essa sucessão de fatos criou um desgaste de imagem que agora coloca o Comando do Exército em uma encruzilhada institucional.

Oposição exige afastamento imediato

Diante da gravidade da abordagem na Câmara, a liderança da oposição não ficou em silêncio. Um pedido formal de afastamento do General Emílio de suas funções parlamentares já foi protocolado. O argumento é claro: um membro das Forças Armadas não pode usar sua patente para constranger ou cercear a atuação de um representante eleito pelo povo. O ato foi classificado como uma “afronta direta à separação entre os Poderes”.

Marcel van Hattem registrou um boletim de ocorrência na Polícia da Câmara e exige que o oficial seja proibido de circular no Congresso Nacional.



“Isso é absolutamente inadmissível. Qual é o próximo passo? Uma agressão, apontar uma arma? Isso não existe dentro da Câmara dos Deputados um general de exército tentar tirar a satisfação de um parlamentar, seja deputado ou senador, por causa da sua opinião, qualquer que ela seja. É por isso que estamos tomando todas as providências, lavrando boletim de ocorrência na polícia da Câmara dos Deputados e vamos exigir, inclusive que esse general não possa mais entrar na Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional e que o exército brasileiro tome atitude em relação a esse lamentável episódio“, disse Van Hattem

Enquanto as investigações avançam, o episódio serve como um termômetro da crise de legitimidade que hoje parece cobrir parte do comando militar brasileiro.


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Com informações Revista Sociedade Militar/Vídeo páginas do You Tube.



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