CONFERÊNCIA DO TRABALHO PROPÕE MAIS DIÁLOGO E MODERNIZAÇÃO PRODUTIVA; CONFIRA
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| (crédito: Agência Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 7h17 desta sexta-feira, 06 de março de
2026.
A declaração final da 2ª Conferência
Nacional do Trabalho (CNT), encerrada nesta quinta-feira (5) na capital
paulista, defende o diálogo entre trabalhadores e patrões, modernização
produtiva, salários dignos, ambiente democrático e soberania. O documento
destaca ainda que as transformações tecnológicas e a reconfiguração das cadeias
de produção globais exigem rápida adaptação do setor produtivo.
“O melhor ambiente para o avanço
coletivo é uma sociedade democrática, inclusiva e livre de discriminações, com
salários que assegurem condições de vida dignas, com amplo acesso à educação de
qualidade, e com legislação que contemple as justas aspirações dos
trabalhadores e trabalhadoras, das empresas e empreendedores de todos os
setores produtivos”.
O documento, escrito por delegados
representantes dos empregados, empregadores e governo, ressalta ainda que a
defesa da soberania nacional e a modernização produtiva precisam se consolidar
como bandeiras comuns, ao lado da ampliação dos investimentos e de mais acesso
ao crédito com juros menores.
“Para isso é importante assegurar
segurança jurídica, fortalecer a competitividade das empresas, expandir as
oportunidades de qualificação e requalificação profissional para milhões de
jovens e trabalhadores”, diz a carta.
O texto elenca como diretrizes
essenciais da conferência: a intermediação de mão de obra inclusiva; a
ampliação e integração das políticas de qualificação profissional contínua e
permanente; uma proteção social integrada; o fortalecimento e aprimoramento do
Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) para incidir de maneira mais efetiva na política de desenvolvimento.
“Atualizar o paradigma das relações
de trabalho no Brasil é fundamental para nos alinharmos aos países
desenvolvidos, alcançarmos maiores patamares de produtividade e sermos
competitivos na escala global. Sem avançar nesse campo, será difícil consolidar
o país entre as maiores economias do planeta, garantindo trabalho e renda
adequada à população brasileira”, diz o texto.
Novas rodadas de negociação
O documento destaca ainda que algumas
questões do mundo do trabalho precisarão de novos encontros entre empregadores,
trabalhadores e governo para o alinhamento de um acordo, entre eles a jornada
de trabalho e o trabalho intermediado por aplicativos.
“Há temas que podem exigir novas
rodadas de negociação, com a análise profunda dos impactos sociais, econômicos
e de ganhos de produtividade, como trabalho intermediado por aplicativos, o
combate ao trabalho informal, as novas formas de trabalho, a jornada e escalas
de trabalho, o fortalecimento das entidades sindicais, a valorização da
negociação coletiva e o estabelecimento das condições que confiram às relações
de trabalho modernidade e segurança
jurídica”.
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Com inforação e foto Agência Brasil.

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