VÍDEO: ANALISTA MILITAR SOBRE GUERRA NO IRÃ: EUA E ISRAEL ESTÃO PERDENDO O CONTROLE; CONFIRA


(Foto ataque aéreo no Irã - (foto reprodução do Irã)


Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 4h03 deste sábado, 07 de março de 2026.

Scott Ritter, analista militar, ex-inspetor da ONU, diz que na guerra no Irã EUA e Israel perderam o controle, enquanto Teerã afeta a economia global.

Sobre a guerra no Irã, Scott Ritter, ex-inspetor de armas da ONU e oficial na reserva da Marinha dos EUA, avalia que a atual guerra no Irã expôs fragilidades estratégicas de Washington e de Israel. Ambos teriam falhado na tentativa de mudança de regime em Teerã e agora enfrentam um adversário preparado há duas décadas para o confronto. A pressão sobre o Estreito de Ormuz e o avanço nuclear num cenário com potencial de impacto global na segurança e na economia.

Ritter afirmou em entrevista ao juiz Andrew Napolitano no programa “Judging Freedom” que os EUA e Israel falharam na operação de mudança de regime no Irã, fortalecendo o governo local após a morte de Ali Khamenei.

Três dias após o início do conflito, Ritter descreve uma vitória iraniana iminente, com impactos globais devastadores.

Quem é Scott Ritter e por que sua análise importa

William Scott Ritter Jr. é um militar americano na reserva e inspetor da ONU. Ele é conhecido pelo seu papel como chefe dos inspetores das Nações Unidas no Iraque, de 1991 a 1998.

Posteriormente tornou-se famoso por sua posição crítica em relação às políticas dos Estados Unidos no Oriente Médio.

Preparação do Irã para a guerra e fracasso da mudança de regime

Ritter foi entrevistado pelo juiz Andrew Napolitano no programa “Judging Freedom“. Ele explicou que o Irã está preparado há 20 anos para o conflito.

O país ignorou as escaladas graduais e atacou diretamente infraestruturas militares e diplomáticas americanas no Oriente Médio, além de punir Israel e nações árabes do Golfo.

O militar americano diz que a operação de mudança de regime falhou. Apesar de o objetivo principal ter sido a mudança de regime, o que aconteceu na verdade foi fortalecer o regime iraniano vigente mais do que se poderia imaginar.

Se o objetivo de matar Ali Kamenei era levar os iranianos às ruas, os EUA conseguiram.

“Milhões de iranianos estão nas ruas hoje lamentando sua perda. Nunca houve tanto apoio ao governo iraniano no Irã. E quanto mais bombardeamos o Irã, mais forte esse apoio se torna.

Analista compara o Irã com a Alemanha de Hitler

Quero lembrar às pessoas o impacto da campanha de bombardeio estratégico contra a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

“Não quebrou a vontade dos alemães. Na verdade, tornou os alemães mais resistentes, mais resilientes e mais eficazes em sua produção. Aliás, a produção de caças alemães aumentou sob os bombardeios porque eles desenvolveram maneiras novas e melhores de fazer isso.

“O mesmo aconteceu com os iranianos. Os iranianos vêm se preparando para esse conflito há mais de 20 anos, desde 2005, quando Dick Cheney os ameaçou pela primeira vez com uma guerra existencial.”

Ritter afirma que há uma insegurança “ameaçando a economia global”. Ele ressalta que o fechamento do Estreito de Ormuz paralisou o comércio de energia.

Bloqueio do estreito de Ormuz é risco para a economia global

Segundo esta análise, a partir do bloqueio de Ormuz desencadeou-se um efeito cascata, com o Qatar, o maior produtor mundial de gás natural, declarando força maior.

Pela primeira vez na história, o país não está enviando energia.

A seguradora Lloyd’s de Londres recusando-se a pagar os seguros dos navios que atravessem o Estreito de Ormuz. Além de ataques a instalações petrolíferas da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Bombardeios americanos e israelenses atingem edifícios vazios, pois o Irã realocou equipamentos críticos para locais secretos, comparando a situação a lições da Segunda Guerra Mundial, onde bombardeios alemães aumentaram a resiliência industrial.

A imagem dos EUA como um “tigre de papel”

Ritter diz que os mísseis interceptadores americanos e israelenses “estão acabando”. Ele insiste que o presidente Donald Trump estaria, por isso, “redesenhando planos de guerra e retirando mísseis Patriot e THAAD da Coreia do Sul e do Japão”, enfraquecendo a postura contra a China no Pacífico.

Países do Golfo, como Emirados Árabes, pedem suprimentos urgentes, mas os EUA priorizam Israel, e assim expõem tais aliados.

“Os Estados Unidos provaram ser um tigre de papel. Eles não conseguem proteger ess nações. Mas agora essas nações precisam de mais defesa antimíssil balística.

“Então, os Estados Unidos estão desmantelando sua frente no Pacífico e para onde estão enviando esses mísseis? Não para os estados árabes do Golfo, mas para Israel.”

Ritter criticou declarações otimistas de Trump. O militar afirma que o Irã mantém estoques vastos de mísseis e lançadores móveis, superando defesas exauridas, e que relatórios israelenses subestimam as capacidades iranianas.

O programa nuclear iraniano e o risco de confronto nuclear

O Irã possui 450 kg de urânio enriquecido a 60%, centrífugas escondidas e expertise em armas, sem as fatwas anti-nucleares de Khamenei. (Fatwa é um parecer jurídico ou opinião legal emitida por um especialista em direito islâmico) 

Negociações recentes, com diluição supervisionada por inspetores IAEA e americanos, foram usadas como pretexto para o ataque surpresa, violando o direito internacional.

Ritter previu que o Irã rejeitará cessar-fogo, vendo o confronto como luta existencial, enquanto os EUA perdem credibilidade global, isolando-se de Rússia e China.

“Se quisermos uma guerra nuclear com o Irã, estamos praticamente garantindo isso, porque matamos o único homem que disse não às armas nucleares”, disse o analista.


As críticas internas nos EUA à guerra no Irã e ao papel de Trump

Já nos Estados Unidos, o congressista Jason Crow chamou a guerra de “loucura“, com “justificativas cambiantes, mortes de soldados americanos e colapso de mercados, sem plano ou consulta congressional”.

Ritter acusou Trump de ignorar a separação de poderes, “criando culto de personalidade que ignora o sistema de freios e contrapesos para favorecer Israel”.

A conclusão de Scott Ritter: o Irã estaria vencendo a guerra com os EUA

Ao final da entrevista, Scott Ritter sentencia: “O Irã está vencendo esta guerra. Que não haja dúvidas sobre isso. Os prédios que estão sendo bombardeados pelos Estados Unidos e por Israel são prédios vazios.”

“Como eu disse, o Irã vem se preparando para este conflito. Se você pensa por um segundo que o Irã deixou capacidade produtiva crítica dentro de um prédio para ser bombardeada pelos Estados Unidos e por Israel, então você não entendeu o que eu acabei de dizer.”

(crédito: You Tube UOL)


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Com informações Revista Sociedade Militar.


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