ABUSOS NOS PREÇOS: ‘GOVERNO FISCALIZOU 1,1 MIL POSTOS DE COMBUSTÍVEIS’; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução TV Brasil/Via Agência Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 7h10 deste sábado, 21 de março de 2026.
O governo federal aumentou a fiscalização sobre postos e distribuidoras
de combustíveis para verificar o aumento abusivo de preço aos consumidores e a
formação de cartéis em meio ao conflito provocado pelos Estados Unidos e Israel
contra o Irã.
Desde 9 de março, a fiscalização feita por meio da Agência
Nacional do Petróleo (ANP) e dos Procons estaduais e municipais percorreu 179
municípios em 25 estados e visitou 1.180 postos – de um universo de 41 mil
postos.
Mais de 900 notificações foram aplicadas ao mercado de
combustíveis, sendo 125 feitas a empresas distribuidoras.
Segundo o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington
César Lima e Silva, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) já notificou
empresas que correspondem a 70% do mercado de distribuição de combustíveis.
No total, 36 multas e interdições foram aplicadas a
distribuidoras e postos.
“Esse ambiente de guerra de excepcionalidade não justifica
práticas abusivas que estão sendo constatadas”, disse o ministro se referindo
ao conflito no Oriente Médio e à elevação de preço nas bombas de diesel e
gasolina.
O preço do barril de petróleo chegou ao pico de US$ 120 e
momentos de maior volatilidade e há análises de mercado que não descartam
elevações superiores, especialmente por causa da dificuldade de transporte do
petróleo no Estreito de Omuz, por onde é comercializada cerca de 25% do volume
global da mercadoria.
Lima e Silva também informou que foi assinada uma portaria
criando uma força-tarefa para o monitoramento e a fiscalização dos mercados
combustíveis “unindo e agregando” o trabalho da
Senacon, da Polícia Federal e da Secretaria Nacional de
Segurança Pública.
Segundo ele, a portaria que será publicada no Diário Oficial
da União também serve como “reforço normativo” para que outros órgãos dos
estados e dos municípios possam participar “com o lastro institucional
adequado” no combate ao aumento de preços nas distribuidoras e bombas, formação
de cartel de postos e de crimes contra a economia popular.
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Com informações e foto reproduções Agência Brasil.


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