DEFESA CITA ‘AGRAVAMENTO CLÍNICO’ DE BOLSONARO VOLTA A PEDIR PRISÃO DOMICILIAR AO STF
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| (crédito: foto reprodução "IA" para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 21h41 desta terça-feira, 17 de março de 2026.
A internação do ex-presidente na
última sexta-feira (13) é colocada pela defesa como um fato superveniente à
decisão de Moraes que negou a concessão da domiciliar, em 2 de março. Por isso,
os advogados pedem uma reconsideração.
Boletim e defesa
Boletim médico aponta que Bolsonaro
teve uma pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração
pulmonar e segue sem previsão de alta (apesar de alguns sinais de melhora nos
últimos dias, incluindo a saída da UTI). Segundo a defesa, isso demonstra que o
quadro clínico grave não é uma hipótese, mas um fato concreto.
“A ocorrência do episódio que motivou
a recente internação emergencial demonstra, de forma inequívoca, a
materialização desses riscos”, dizem os advogados na petição enviada ao
Supremo.
Segundo o documento, a permanência de Bolsonaro na Papudinha, onde ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, expõe o ex-presidente a um “risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes”.
A defesa também alega que os
primeiros sintomas da pneumonia ocorreram às 2h e que o atendimento médico teve
início às 6h45, um intervalo que demonstra a impossibilidade de vigilância
clínica na prisão durante 100% do tempo.
“Em episódios súbitos, o atual regime
de cumprimento da pena, ainda que conte com a disponibilização de equipe médica
de plantão, não é capaz de assegurar acompanhamento contínuo nem resposta
imediata de equipe de saúde.”
O pedido menciona que a prisão
domiciliar não é um privilégio a ser concedido a Bolsonaro, mas uma
“providência necessária para assegurar condições mínimas de tratamento médico
adequado, de modo a não se operar uma ampliação indevida dos riscos clínicos.”
Conforme mostrou a Folha de S.Paulo,
a internação de Bolsonaro reacendeu uma articulação no STF para que Moraes
autorize o regime domiciliar. Na corte, ao menos dois ministros próximos ao
relator se dedicam a esse esforço de convencimento, iniciado ainda no ano
passado.
Ministro diz questão humanitária
Nas palavras de um ministro, a
transferência passou a ser uma questão humanitária.
Ao negar o pedido no início de março,
Moraes afirmou que os problemas de saúde do ex-presidente podem ser monitorados
e tratados no local onde ele está preso. A Papudinha dispõe de assistência
médica 24 horas, unidade avançada do Samu e livre acesso para a equipe médica
de Bolsonaro.
Moraes mencionou “a total adequação
do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito
à sua saúde e à dignidade da pessoa humana”. Também citou o episódio em que
Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica, o que foi interpretado pelo
ministro como tentativa de fuga.
De acordo com o ministro, diante de
“reiterados descumprimentos das medidas cautelares durante toda a ação penal” e
do resultado da perícia médica oficial, “não se verifica a presença dos
requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária”.
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Com informações Folhapress/Fotos reprodução do Instagram.

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