STF ENCERRA 1º DIA DE JULGAMENTO DE RÉUS PELO ASSASSINATO DE MARIELLE E ANDRERSON
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| (crédito: Agência Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 21h38 desta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026.
Julgamento será retomado nesta quarta-feira (25), às 9h, com votos dos ministros pela condenação ou absolvição dos réus.
A sessão desta terça-feira (24) foi dedicada à leitura da
acusação, que foi feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e às
sustentações dos advogados dos réus.
O julgamento será retomado nesta quarta-feira (25), às 9h,
com os votos dos ministros pela condenação ou absolvição dos réus.
São réus pela suspeita de participação no crime o conselheiro
do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão; o ex-deputado
federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio
de Janeiro Rivaldo Barbosa; o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula e
o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos
preventivamente.
Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu
confesso de realizar os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos
Brazão e Barbosa atuaram como os mandantes do crime.
Rivaldo Barbosa teria participado dos preparativos da
execução do crime. Ronald é acusado de realizar o monitoramento da rotina da
vereadora. Robson Calixto teria entregue a arma utilizada no crime para Lessa.
De acordo com a investigação realizada pela Polícia Federal
(PF), o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da
parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que
têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.
Defesas
Primeiro a se manifestar, o advogado Felipe Dalleprane negou
a participação de Rivaldo Barbosa no crime.
O defensor também negou a participação política dos irmãos Brazão na
indicação de Rivaldo para para chefiar a Polícia Civil, que iniciou as
investigações.
“Não há corrupção comprovada, não há ingerência confirmada, não há vantagem ilícita”, afirmou.
Cleber Lopes, advogado de Chiquinho Brazão, disse que a
delação de Ronnie Lessa é uma “criação mental”. Segundo o advogado, a PGR não
conseguiu comprovar as declarações do ex-policial.
“A delação é mentirosa por completo e não foi corroborada”,
declarou.
O advogado Igor de Carvalho negou que Ronald Alves tenha realizado o monitoramento da rotina de Marielle e repassado as informações a Ronnie Lessa. Carvalho disse que Ronald não tinha ligação com o delator.
“Ronald e Lessa sequer tinham qualquer tipo de proximidade.
Eram inimigos. Como é que Ronald vai participar de um fato no qual Lessa
estaria inserido, sendo que eles são inimigos?”, indagou.
O advogado Roberto Brzezinski disse que a acusação contra
Domingos Brazão é “tenebrosa”.
Segundo o defensor, os irmãos Brazão não atuaram para
aprovação de pautas para regularização de terras fundiárias.
“Se a motivação desse homicídio é econômica, se Marielle
tinha uma pauta fundiária ativa, em algum momento essa pauta fundiária foi tão
intensa ao ponto de atrapalhar interesses de alguém? A procuradoria não mostrou
nenhuma área que os irmãos Brazão eventualmente tivessem invadido, loteado e
obtido lucro”, afirmou.
Último a fazer a sustentação oral, o advogado Gabriel Habib disse que não há provas de que Robson Calixto tenha participado da organização criminosa.
“Robson era assessor de Domingos Brazão. A PGR denunciou
Robson por organização criminosa e tenta comprovar esse fato ilícito por meio
de um fato lícito. Ser assessor de Brazão é um fato lícito, não prova nada.
Isso não comprova que Robson praticava atividades de crime organizado,
especificamente relacionado à milícia”, comentou.
Acusação
Pela manhã, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu
a condenação dos cinco réus. Para a procuradoria, há provas robustas da
participação dos acusados no assassinato da vereadora.
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| (crédito: ICL Notícias) |
Familiares
Os familiares de Marielle e de Anderson (foto)acompanharam o
julgamento e pediram justiça.
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Com informações e fotos Agência Brasil.



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