FACHIN ARQUIVA RELATÓRIO DA PF QUE APONTAVA SUSPEIÇÃO DE TOFFOLI NO CASO MASTER

(foto: ministro Edson Fachin, presidente do STF - crédito: foto reprrodução "IA" para ilustração do texto)


Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 22h40 deste domingo, 22 de fevereiro de 2026.

Polícia Federal encontrou menções a Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro


O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou, neste sábado (21), a arguição de suspeição que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli como relator da investigação sobre as fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro. A arguição de suspeição havia sido autuada por Fachin a partir de um relatório da PF que apresentava menções a Toffoli, (foto) extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O relatório foi entregue ao presidente do STF pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no último dia 9.

No relatório, apareciam menções a Toffoli em mensagens trocadas entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, sobre o pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá.

No dia 12 de fevereiro, os ministros do Supremo fizeram uma reunião para discutir o relatório apresentado pela PF. Após a reunião, eles divulgaram uma nota na qual afirmaram não ver motivos para Toffoli ser declarado suspeito. Ao mesmo tempo, informaram que o próprio Toffoli decidiu abrir mão da relatoria, em respeito aos “altos interesses institucionais” envolvidos no caso.

Os dez ministros do STF consideraram “não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição” e reconheceram “a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli” na condução do inquérito do Master.

O arquivamento da arguição de suspeição, feito por Fachin neste sábado, foi uma decorrência do que ficou decidido naquela reunião.

 Caso Master

As investigações sobre possíveis irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro. Naquele momento, o ministro Dias Toffoli determinou que o processo tramitasse na Suprema Corte devido à citação indireta de um deputado federal.

A apuração teve início na Justiça Federal em Brasília e tratava da operação de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

No curso do inquérito, Toffoli ordenou a realização de uma acareação no penúltimo dia do ano e, já em janeiro, autorizou a prorrogação das investigações.

Ainda no mês passado, o ministro também deu aval a uma operação da Polícia Federal em outra frente investigativa, relacionada a um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e fundos de investimento administrados pela Reag.

Após Toffoli deixar a relatoria do caso, o inquérito foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, que se reunirá, nesta segunda-feira (23), com delegados da PF para tratar sobre a investigação das fraudes bilionárias do Banco Master e do banqueiro Daniel Vorcaro.

 A reunião está prevista para ocorrer na parte da tarde. Devem participar da conversa investigadores da DICOR (Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção), que é a responsável pelo caso na PF.

O objetivo do encontro é discutir as informações já apresentadas pela PF ao STF sobre o andamento da investigação e traçar os próximos passos do caso, inclusive sobre quebras de sigilos.


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Com informações ICL Notícias. 

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