EXÉRCITO DOS EUA SE PREPARA PARA POSSÍVEL ATAQUE AO IRÃ NESTE FIM DE SEMANA ; CONFIRA

(crédito: foto reprodução "IA" Sociedade Militar)

Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 22h30 desta quinta-feira, 19 de fevereira de 2026. 

Avaliações de inteligência apontam prontidão militar norte-americana e coordenação com Israel, ao mesmo tempo em que negociações nucleares patinam e líderes internacionais alertam para risco imediato de escalada no Oriente Médio

Porta-aviões dos EUA e sistemas de defesa em Israel simbolizam a escalada militar diante do impasse nuclear com o Irã.

As Forças Armadas dos Estados Unidos entraram em estado avançado de prontidão para um possível ataque ao Irã já neste fim de semana, enquanto Israel reforça seus sistemas defensivos e ajusta planos de contingência diante de sinais crescentes de escalada regional. O cenário se desenha em meio ao impasse diplomático sobre o programa nuclear iraniano e a ampliação do dispositivo militar americano no Oriente Médio, embora autoridades próximas ao presidente Donald Trump indiquem que a decisão final ainda não foi tomada.

Em discurso recente, Trump evitou citar diretamente Teerã, mas voltou a afirmar que o Irã não pode obter uma arma nuclear, condição que, segundo ele, inviabilizaria a paz no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, deixou no ar a possibilidade de um movimento decisivo nos próximos dias, reforçando a percepção de que o relógio político e militar está correndo.

No centro do conflito está o enriquecimento de urânio, tecnologia de duplo uso que pode abastecer reatores civis ou viabilizar armas nucleares. Estados Unidos e Israel defendem a interrupção total dessas atividades e o desmantelamento de instalações iranianas, enquanto a República Islâmica sustenta o direito de manter capacidade limitada para fins declaradamente pacíficos. Essa divergência, por sua vez, mantém a região em alerta máximo.

A informação foi divulgada por Axios e repercutida por agências internacionais e veículos de referência, segundo os quais avaliações internas consideram que as conversas diplomáticas perderam tração nas últimas semanas, elevando o peso da opção militar.

Negociações nucleares travam e ONU alerta para fim da janela diplomática

Enquanto a retórica endurece, a diplomacia patina. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Mariano Grossi, afirmou que a janela diplomática está se fechando, após reuniões extensas com diplomatas iranianos em Genebra não produzirem avanços concretos. Segundo Grossi, ainda existem propostas técnicas na mesa, mas o tempo é curto para transformá-las em compromissos verificáveis.

Apesar de declarações públicas de “algum progresso” por parte da Casa Branca, avaliações de segurança israelenses apontam que divergências centrais permanecem. O Irã, por sua vez, reiterou que nenhum país pode privá-lo do direito ao enriquecimento nuclear, insistindo que seu programa tem fins pacíficos — uma posição recebida com ceticismo por Washington e Jerusalém.

Paralelamente, fontes próximas às negociações indicam que Trump se reuniu com assessores-chave envolvidos no canal indireto com Teerã, mas classificou as rodadas recentes como insuficientes. O prazo informal para concessões iranianas, segundo essas fontes, se aproxima do fim, o que aumenta a probabilidade de uma decisão de força caso não haja mudanças substanciais.


Pressão militar cresce com envio de porta-aviões, caças e sistemas de defesa

Enquanto o diálogo segue incerto, a pressão militar se intensifica. Os Estados Unidos deslocaram um robusto pacote de meios para a região, incluindo navios de guerra, sistemas de defesa aérea, submarinos, dezenas de aviões-tanque e mais de 50 caças adicionais. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln já opera no teatro, enquanto o USS Gerald Ford segue para reforçar a presença naval.

Há ainda destroieres com mísseis guiados posicionados no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico, próximos ao Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Autoridades iranianas alertaram reiteradamente que poderiam bloquear militarmente o estreito em caso de ataque, e a mídia estatal informou exercícios da Guarda Revolucionária e fechamentos temporários por “precauções de segurança”.

Esse arranjo permite aos EUA operar sem depender de bases em países árabes do Golfo, muitos dos quais já sinalizaram que não autorizariam operações ofensivas a partir de seus territórios por receio de retaliações. Ao mesmo tempo, o Pentágono iniciou a retirada seletiva de pessoal em áreas sensíveis, como medida preventiva diante de possíveis contra-ataques.

Israel eleva prontidão e avalia papel ativo em eventual ofensiva

Do lado israelense, o nível de alerta subiu nas últimas 24 horas. Autoridades de defesa não descartam participação ativa em qualquer ação americana, destacando a coordenação estreita entre os dois países em inteligência, comunicações e defesa aérea. Preparativos defensivos — e também ofensivos, se necessário — incluem ajustes em licenças de tropas e eventual convocação de reservistas.

Segundo o jornal Haaretz, comandantes de alto escalão indicam que, por ora, não houve mudança além do já elevado estado de prontidão mantido nas últimas semanas. A avaliação predominante é que o Irã não iniciará um ataque preventivo contra Israel, preferindo explorar a diplomacia até o limite. Ainda assim, analistas americanos consideram que Teerã ganha tempo, sem atender às exigências centrais do acordo.

Para um presidente que fez campanha prometendo manter os EUA fora de guerras, Trump avalia agora o que pode ser ao menos o sétimo ataque militar americano em outro país desde 2025 - e o segundo contra o Irã. Em junho passado, após bombardeios a três instalações nucleares iranianas, a Casa Branca declarou que o programa havia sido “obliterado”. Desta vez, porém, os objetivos são menos claros.

Especialistas apontam que uma nova ofensiva poderia se estender por semanas, caso Washington busque danos duradouros ao regime. Entre os alvos potenciais estariam sistemas de defesa aérea, depósitos e lançadores de mísseis balísticos, fábricas de drones e bases da Guarda Revolucionária e da milícia Basij. Ataques a instalações nucleares poderiam incluir complexos subterrâneos como o Kūh-e Kolang Gaz Lā, escavado em encostas montanhosas e fora do alcance em operações anteriores.

Além disso, se a estratégia migrar para enfraquecimento máximo do regime, o leque de ações pode envolver operações encobertas e ataques de “decapitação” voltados à liderança iraniana. Analistas de centros de estudos em Washington avaliam que a mudança de regime pode ser uma consequência aceita - ainda que não declarada - de uma campanha prolongada.

Em meio a esse quadro, líderes europeus emitiram alertas de viagem. O primeiro-ministro da Polônia pediu que cidadãos deixem o Irã imediatamente, classificando como “muito real” a possibilidade de um conflito iminente. A mensagem reforça o consenso de que, se a diplomacia falhar, a região pode entrar em horas decisivas.


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Com informações Revista Sociedade Militar. 

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