DOIS GENERAIS INDICADOS POR LULA COM CARGOS VITALÍCIOS ASSUMEM NO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR NESTA QUINTA-FEIRA (26/02); CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução "IA" Sociedade Militar) |
Por: Alvaro Neves.
A composição do Superior Tribunal Militar vai mudar. Em um
momento de atenção ampliada, quando militares condenados pelo STF serão
julgados pela corte, dois generais de Exército indicados pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva assumem oficialmente.
A posse será nesta quinta-feira (26/02), o cargo é vitalício
e a remuneração mensal é de R$ 41.8 mil. A sessão solene ocorre às 16h, no
Plenário do STM, em Brasília, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do
Tribunal no Youtube.
Tomam posse formal os generais de Exército Flavio Marcus
Lancia Barbosa e Anisio David de Oliveira Junior. Ambos passam a ocupar duas
das quatro vagas destinadas ao Exército Brasileiro na composição do STM. As
cadeiras estavam abertas em razão das aposentadorias dos ministros Marco
Antônio de Farias e Odilson Sampaio Benzi.
-Mudança promovida por decreto redefine papel dos Comandantes
das Forças Armadas na Creden, agora apenas consultivos e sem direito a
Um dos oficiais que assume como Ministro no STM, o general
Anisio David, segundo apurado pela Revista Sociedade Militar, é filho de um
subtenente da reserva do Exército Brasileiro. Na sabatina no Senado, que
ocorreu em 12 de novembro de 2025, o general destacou sua atuação enquanto na
ativa, nos últimos anos no Exército, mesmo em momentos complicados, como
pautada por equilíbrio e responsabilidade: “Sempre busquei exercer a autoridade
e a liderança com equilíbrio, serenidade, compromisso, conciliando firmeza com
responsabilidade, jamais me omitindo diante de decisões difíceis, sempre em
consonância com o preceito constitucional e o marco legal brasileiro”.”
Embora já investidos nos cargos desde dezembro de 2025,
quando foram empossados internamente, os ministros serão apresentados
oficialmente ao Plenário nesta quinta-feira, marcando sua integração pública às
atividades colegiadas da Corte.
Como funciona a nomeação ao STM
A Constituição de 1988 estabelece no Artigo 123 que o STM
seja composto por 15 ministros, sendo dez militares e cinco civis. As vagas
militares são destinadas a oficiais-generais no posto mais elevado da carreira.
“Art. 123. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze
Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada
a indicação pelo Senado Federal, sendo três dentre oficiais-generais da
Marinha, quatro dentre oficiais-generais do Exército, três dentre
oficiais-generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da
carreira, e cinco dentre civis”.
As indicações dos generais foram feitas pelo presidente da
República e aprovadas pelo Senado Federal, após sabatina na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) e votação em Plenário, conforme o rito
constitucional.
Com a posse, os generais passam a atuar nos julgamentos que
envolvem crimes militares definidos em lei, em última instância, no âmbito da
Justiça Militar da União.
Promoção ao generalato no governo Dilma
Os dois novos ministros foram promovidos de coronéis
combatentes ao posto de General de Brigada em 31 de julho de 2014 e a promoção
ocorreu por decreto assinado pela então presidente Dilma Rousseff. Mais de uma
década depois, ambos deixam a carreira operacional ativa para ocupar função
permanente na magistratura militar.
O histórico funcional dos dois inclui comando e funções
estratégicas dentro do Exército Brasileiro antes da indicação ao Tribunal.
Quanto recebe um ministro do Superior Tribunal Militar
O cargo de ministro do STM é vitalício, nos termos
constitucionais. A remuneração atual é de R$ 41.808,09 mensais, seguindo o
padrão da magistratura superior. Além da estabilidade institucional, o posto
garante participação direta nas decisões que impactam disciplina, hierarquia e
responsabilização penal de militares das Forças Armadas.
As decisões do STM têm repercussão direta na interpretação do
Código Penal Militar e na consolidação de entendimentos jurídicos que
influenciam toda a estrutura castrense.
Impacto institucional da nova composição
A recomposição ocorre em momento de maior visibilidade
pública do Tribunal. Recentemente, divergências entre ministros vieram a
público durante sessões plenárias. O episódio ampliou o debate interno e
externo sobre posicionamentos institucionais da Corte, tradicionalmente marcada
por discrição e unidade formal.
Nesse contexto, a entrada de dois novos ministros indicados
pelo atual presidente da República acrescenta novo elemento à dinâmica interna
do colegiado.
Com a posse dos dois generais, o Exército recompõe parte de
sua representação no STM. A Corte permanece com 15 ministros, mantendo a
divisão constitucional entre militares e civis.
A atuação dos novos integrantes ocorrerá em um ambiente de atenção ampliada sobre decisões da Justiça Militar, especialmente em processos envolvendo oficiais de alta patente e o ex-presidente Bolsonaro, condenados pelo STF.
A posse desta quinta-feira encerra o processo formal de
nomeação e inaugura uma nova fase de atuação dos generais no órgão máximo da
Justiça Militar brasileira.
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Com informações Revista Sociedade Militar.
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