CASO MASTER: CPI CONVIDA MORAES E TOFFOLI PARA SE PRONUNCIAREM
![]() |
| (foto reprodução "IA" Agência Senado/Via ICL Notícias) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada à 0h05 desta quinta-feira, 27 de
fevereiro de 2026.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado
no Senado aprovou, nesta quarta-feira (25), requerimentos de convites para
ouvir os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e
Dias Toffoli.
A CPI quer ouvir os ministros no contexto da investigação das
fraudes do Banco Master, que tramita no Supremo.
Também foram aprovados, por votação simbólica, convites para
ouvir a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e o irmão do ministro
Toffoli, José Carlos Dias Toffoli, também no contexto do caso do Banco Master.
Como se tratam de convites, os ministros e seus parentes têm
a opção de comparecer ou não à Comissão.
Inicialmente, havia requerimentos que pediam a convocação dos
citados – quando, em tese, há a obrigação de comparecer à CPI. Eles foram, no
entanto, retirados de pauta por decisão do presidente da Comissão, senador
Fabiano Contarato (PT-ES), por não haver consenso entre os parlamentares.
No caso do ministro Moraes, o requerimento do senador Eduardo
Girão (Novo-CE) justifica que a presença do magistrado seria necessária para
esclarecer informações publicadas na imprensa que indicam reuniões de Moraes
com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, para supostamente
tratar da liquidação do Master.
Moraes e Galípolo sempre negaram conversa sobre a liquidação
do banco, afirmando que as reuniões foram para tratar exclusivamente da Lei
Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos (EUA) contra Moraes no
contexto do julgamento da trama golpista e em represália a medidas do STF que
prejudicariam plataformas digitais dos EUA.
A oposição vem usando o caso do Banco Master para tentar
envolver o ministro Alexandre de Moraes, que foi o relator do processo de trama
golpista que colocou, atrás das grades, o ex-presidente Jair Bolsonaro e
aliados por tentativa de golpe de Estado.
Viviane Barci
O requerimento do senador Girão para convite da esposa de
Moraes, Viviane Barci de Moraes, se baseou em notícias da imprensa de que o
escritório de advocacia dela teria contratos com o Banco Master.
“Tais circunstâncias, por si sós, não configuram ilícito, mas
assumem especial relevância quando contextualizadas em um ambiente de potencial
captura institucional e sobreposição entre interesses privados e a esfera
pública”, afirmou o senador autor do requerimento.
No final de dezembro, a Procuradoria Geral da República (PGR)
arquivou pedido para investigar supostas irregularidades envolvendo Moraes, sua
esposa, e o Banco Master. O procurador Paulo Gonet informou não visualizar
qualquer ilicitude.
“No que tange ao contrato mencionado entre a Doutora Viviane
Barci de Moraes e o Banco Master, não se vislumbra, a priori, qualquer
ilicitude que justifique a intervenção desta instância”, afirmou o PGR à época.
Irmãos Toffoli
A CPI também aprovou requerimentos de convites para o
ministro Dias Toffoli, e seu irmão, José Carlos Dias Toffoli, também no
contexto da investigação das fraudes no Banco Master.
O senador Girão cita, em seu requerimento, decisões do então
relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli, que considera “pouco usuais em
investigações” de alta complexidade.
Ele cita ainda os supostos negócios do irmão do ministro com
empreendimentos ligados ao banco do Daniel Vorcaro.
“Não se formula qualquer imputação de ilicitude penal ao
ministro, nem se antecipa juízo de valor. Contudo, a circunstância de o próprio
ministro atuar como relator de procedimentos sensíveis no STF relacionados ao
Banco Master, somada à existência de interesses econômicos familiares
conectados, ainda que de forma indireta, ao mesmo ecossistema financeiro
investigado, gera dúvidas legítimas quanto à imparcialidade objetiva”,
justifica o requerimento,
No caso do irmão do ministro, o convite aprovado se baseia em
notícias da imprensa de que José
Carlos teria sido sócio do Banco Master em empreendimento
turístico no Paraná.
“A participação dos irmãos do Ministro, embora encerrada em
2025, ocorreu em meio a transações em que um fundo de investimento que adquiriu
participação no empreendimento tinha como dono figura que, segundo reportagens,
era cunhado do controlador do Banco Master”, diz o documento votado na Comissão
do Senado.
********
Com informações Agência Brasil/Via ICL Notícias.
.jpg)
.png)









Comentários