GOVERNO BRASILEIRO VÊ ‘FACTOIDE’ EM ALERTAS DE SEGURANÇAS DAS EMBAIXADAS DO EUA E AUSTRÁLIA; CONFIRA
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| (crédito: foto divulgação para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 13h15 desta sexta-feira, 02 de outubro
de 2026.
Autoridades dizem não identificar ameaça que justifique
medidas e descrevem cenário como de “normalidade” antes da eleição
O governo brasileiro considera um “factoide” as medidas de
segurança anunciadas por Estados Unidos e Austrália a dois dias do primeiro
turno das eleições. Segundo apuração do ICL Notícias, autoridades nacionais
afirmam não haver sinais de violência ou ameaças no país que justifiquem as
providências adotadas pelos dois governos estrangeiros.
Uma fonte do alto escalão brasileiro descreveu o cenário como
de “normalidade” às vésperas da eleição. Outra classificou a movimentação como
uma tentativa de “fazer marola do nada”.
A avaliação ouvida pela reportagem é de que a adoção de
precauções por representações diplomáticas em períodos eleitorais não é incomum
na América Latina. O estranhamento, neste caso, está na dimensão pública dada
às medidas sem que tenha sido apresentada uma ameaça concreta que as
justifique.
Entre interlocutores do governo, há também a avaliação de que
a repercussão dos alertas pode produzir efeito político na reta final da
eleição. Não há, porém, elementos públicos que permitam afirmar que essa seja a
intenção dos governos americano e australiano.
Os Estados Unidos suspenderam nesta sexta-feira (2) os
serviços consulares na Embaixada em Brasília e nos consulados espalhados pelo
país sob a justificativa de “preocupações com a segurança”. Americanos que
necessitem de assistência emergencial também foram orientados a não procurar as
instalações diplomáticas. O Departamento de Estado não detalhou publicamente a
natureza da ameaça nem relacionou a medida à eleição de domingo.
Na sequência, a Austrália fechou sua Embaixada em Brasília,
também alegando “preocupações com a segurança”. A representação australiana não
informou ter recebido uma ameaça específica contra suas instalações.
A embaixadora australiana no Brasil, Sophie Davies, vinculou
a orientação adotada pelo país ao alerta americano. “Em 2 de outubro, EUA
emitiram um alerta de segurança para evitar instalações diplomáticas dos EUA
devido a preocupações com a segurança”, escreveu.
“Também recomendamos evitar a embaixada dos EUA, os
consulados e outras instalações diplomáticas dos EUA no Brasil e nas áreas
adjacentes”, acrescentou Davies.
Apesar das medidas, Estados Unidos e Austrália mantiveram o
Brasil no nível 2 de cautela para seus cidadãos, sem elevar a classificação
geral de risco para viagens ao país. No caso australiano, a orientação continua
sendo exercer “alto grau de cautela” devido à ameaça de crimes violentos.
Em comunicado no úlitmo dia 30, a Polícia Federal reforçou
sua atuação em todo o país para o período eleitoral e informou que trabalhará
no domingo em articulação com a Justiça Eleitoral e demais órgãos envolvidos na
segurança do pleito. No comunicado sobre a operação, divulgado na quinta-feira
(1º), a corporação não apontou cenário excepcional de ameaça ou violência.
Até agora, os governos americano e australiano também não
apresentaram publicamente uma ameaça concreta no Brasil que explique a adoção
das medidas extraordinárias.
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Com informações do Portal ICL Notícias.




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