SARGENTO DA ATIVA E CANDIDATO, DIZ QUE FORÇA AÉREA PREPARA SUA PRISÃO APÓS ELEIÇÕES; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 11h45 desta terça-feira, 1º de setembro
de 2026.
Sargento da FAB e candidato a deputado distrital no DF, com
mais de 140 mil seguidores, diz temer prisão após as eleições por expor
irregularidades na corporação.
Um sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) que se tornou um
dos militares mais conhecidos das redes sociais no Distrito Federal afirma que
pode ser preso assim que a campanha eleitoral terminar. O militar, conhecido
como Sgt Roksinaidy, soma mais de 190 mil seguidores nas redes e é hoje
candidato a deputado distrital pelo DF.
Em vídeo publicado nas últimas semanas, ele conta que foi ao
quartel buscar documentos de uma sindicância aberta contra ele. Segundo o
sargento, o processo foi motivado por ele ter exposto publicamente
irregularidades dentro da corporação.
“Fui pegar o papel de uma sindicância que eu já estou
respondendo por ter exposto as irregularidades”, disse, em tom de brincadeira,
ao aproveitar a ida ao quartel para retirar também o rancho, refeição fornecida
aos militares.
“Por enquanto eu não posso ser preso porque eu sou candidato”
Na mesma gravação, o sargento afirma acreditar que a
candidatura o protege, por ora, de qualquer punição mais severa. “Por enquanto
eu não posso ser preso porque eu sou candidato. Mas já sei que terminando a
campanha, e eu não for eleito, a cadeia me espera”, declarou.
Ele chegou a dizer, ainda com humor, que já avisou colegas de
farda para prepararem marmitas para levar até ele caso seja detido. Para o
militar, o episódio ilustra um comportamento comum dentro das Forças Armadas: o
silêncio diante de problemas internos. “não pode falar mal nem das coisas que está
acontecendo de ruim mesmo tem que ficar calado. Tem que aguentar calado, levar
peia, ser chicoteado”, afirmou.
Contracheques expostos revelam endividamento na caserna
Antes de tratar da sindicância, o sargento vinha
protagonizando uma série de publicações que causaram repercussão nas redes:
prints de contracheques reais de militares e de servidores de outras
corporações, mostrando descontos com empréstimos consignados e comparações
entre os salários.
A intenção, segundo um dos vídeos publicados, é desmontar a
imagem de que militares vivem endividados por luxo. “As pessoas que não vivem a
nossa realidade gostam de falar isso”, rebateu, ao comentar críticas recebidas
nos comentários dos vídeos.
Para exemplificar, ele relatou o próprio caso: a aprovação do
filho no Colégio Militar gerou, em poucos meses, gastos de R$ 12 mil com
cursinho preparatório, fardamento feito sob medida, material didático e acesso
a plataformas de ensino. “Não tinha mais margem para fazer empréstimo
consignado e não tinha score para fazer um empréstimo pessoal. Mas o futuro do
meu filho estava em jogo”, contou.
Em outra postagem o militar menciona os “happy hour” e
sobremesas especiais para a oficialidade e as visitas “dos antigões” que
provocam uma “loucura pra maquear o quartel, pintar o meio fio… pra maquear
porque a gente sabe que tá sucateado…”.
Sem ostentação: churrasqueiro nos fins de semana
Diferentemente de outros perfis de influenciadores com grande
alcance nas redes, o sargento não usa os vídeos para ostentação, mostrar bens
ou um padrão de vida elevado. Pelo contrário: parte do conteúdo publicado
mostra o próprio dia a dia buscando renda extra fora do quartel realizando
trabalhos pesados.
Entre as atividades registradas está o trabalho como
churrasqueiro nos fins de semana, uma forma de complementar o salário, que
segundo ele está longe de cobrir despesas como as citadas com a educação dos
filhos. A escolha de expor esse tipo de rotina, em vez de uma vida de consumo,
tem sido um dos fatores apontados por seguidores como diferencial do perfil.
Regras de promoção mudaram três vezes, diz sargento
Em outro vídeo, respondendo perguntas de seguidores, o
militar detalhou como funciona o plano de carreira de um militar taifeiro na
Aeronáutica e como sucessivas mudanças de regras afetaram sua caminhada.
Segundo ele, inicialmente o tempo para chegar a
primeiro-sargento era de cerca de dez anos, mas a reforma da previdência dos
militares, conhecida como Reestruturação das Carreiras, implementada pela lei
13.954 de 2019, sancionada no governo passado, elevou o tempo de serviço para
aposentadoria de 30 para 35 anos e criou um “pedágio” de mais tempo de trabalho
para quem já estava próximo de ser transferido para a reserva remunerada.
Ele também relatou mudanças nos critérios para o Curso de
Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), etapa necessária para alcançar a graduação
de subtenente. Por uma portaria editada nos últimos dias de comando do então
chefe da Aeronáutica, brigadeiro Baptista Junior, o acesso ao curso passou a
depender de indicação, e não mais de inscrição livre.
“A regra mudou três vezes. Agora eu vou morrer 2S se eu não
for indicado para fazer o CAS”, afirmou, referindo-se à graduação de
segundo-sargento e ao curso de aperfeiçoamento de sargentos (CAS).
Candidatura e visibilidade nas redes
O sargento descreve a si mesmo em suas redes como
“militar/empreendedor”. As publicações recentes, tanto as que expõem
contracheques quanto as que tratam da sindicância e do seu dia a dia, têm sido
usadas por ele como parte do discurso de campanha, associando sua candidatura à
defesa da categoria militar e à denúncia de problemas internos da corporação.
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Com informações Revista Sociedade Militar.







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