GILMAR MENDES PROPÕES VETAR DELEGADOS DA PF COMO ASSESSORES DE MINISTRO; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 5h30 deste domingo, 06 de setembro de
2026
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal
(STF), apresentou neste sábado (5) uma proposta para proibir que militares,
delegados ou policiais sejam cedidos para atuar como assessores nos gabinetes
da Corte.
A proposta de alteração no Regimento Interno do STF já havia
sido adiantada durante a semana ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e foi
agora formalizada por Mendes para que seja apreciada pelos demais ministros.
A ideia surge em meio à escalada da crise entre os ministros
Alexandre de Moraes e André Mendonça. Cada um, por exemplo, possui dois
delegados da Polícia Federal os assessorando em seus gabinetes.
Para Mendes, a presença desses policiais nos gabinetes
representa o risco de que decisões sobre a condução de investigações, que seria
de exclusividade da autoridade policial, estejam sendo transferidas para o
Supremo.
O texto apresentado pelo decano prevê que servidores das
carreiras militares e policiais possam atuar em atividade de segurança dos
gabinetes, mas que seja “vedada a participação na instrução de inquéritos ou
processos e em atividades de assessoramento jurídico”.
Outro trecho diz que “caberá ao Presidente do Supremo
Tribunal Federal providenciar o imediato retorno aos órgãos de origem dos
servidores atualmente em exercício no Tribunal em desacordo com a regra ora
acrescida ao art. 357 do Regimento Interno”.
A proposta surge ainda após o diretor-geral da PF, Andrei
Rodrigues, ter tentado articular a volta para a corporação dos delegados
cedidos ao gabinete de Mendonça, que é relator dos escândalos de fraude
financeira e corrupção no Banco Master e do desvio em aposentadorias do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Cabe agora a Fachin incluir a proposta em pauta para que seja
apreciada e votada por todos os ministros do Supremo.
Relatórios
A proposta do decano vem à tona após Mendonça ter retirado o
sigilo, nesta semana, de um relatório da PF em que constam dezenas mensagens
enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master, a Moraes,
segundo afirmam os investigadores.
Nas conversas, Vorcaro menciona um contrato de R$ 131 milhões
firmado pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de
Alexandre de Moraes, com o Master. Foram expostas também mensagens em que o
ex-banqueiro demonstra ter obtido informações sobre uma possível operação da PF
para prendê-lo.
Logo em seguida à divulgação do material, Moraes pediu à
presidência do Supremo a abertura de uma investigação contra Mendonça pelo que
disse ser “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa
e crime de responsabilidade na condução do caso Master.
Para embasar suas acusações, Moraes apresentou um relatório
de inteligência da PF segundo o qual Mendonça atuaria de forma a direcionar as
investigações contra desafetos políticos.
O documento, contudo, não é assinado e traz a advertência de
se tratarem de uma análise prospectiva interna, sobre possíveis caminhos de
investigação, e “sem valor probatório”.
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Com informações do Portal Agência Brasil.











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