DINO APONTA INDÍCIOS DE LIDERANÇA DE MÁRIO FRIAS EM DESVIO DE EMENDAS; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 16h50 deste domingo, 13 de setembro de
2026.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino
disse haver indícios de um papel de liderança do deputado federal Mário Frias
no esquema criminoso de desvio de emendas parlamentares. O objetivo seria o
financiamento do filme Dark Horse, uma dramatização da vida do ex-presidente
Jair Bolsonaro.
“Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um
deputado federal, o Sr. Mário Frias, que – no terreno hipotético da
investigação – ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura
criminosa”, afirmou Dino em despacho publicado neste domingo (13).
Dino é o relator de uma investigação sobre supostas
irregularidades na execução de emendas parlamentares e recebeu, inclusive,
informações da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem
de Bens, Direitos e Valores do Foro Central Criminal Barra Funda, em São Paulo.
Foram os dados da Justiça de São Paulo que o levaram à
conclusão de um protagonismo de Mário Frias no esquema de desvio de verba de
emendas parlamentares.
Operação Make Up
Na última quinta-feira (10), Dino autorizou a Operação Make
Up, na qual a Polícia Federal (PF) cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em
São Paulo, no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Entre os alvos da operação estavam justamente o deputado
federal Mário Frias, ex-secretário da Cultura do governo Jair Bolsonaro e um
dos roteiristas do filme Dark Horse, e a empresária Karina Gama.
Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) indicaram
irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas de Frias para duas
entidades registradas em nome de Karina Gama: o Instituto Conhecer Brasil (ICB)
e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
Em seu despacho, Dino afirmou ainda haver ligação entre
desvio de dinheiro proveniente de emendas parlamentares e organizações
vinculadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com o ministro, além do desvio de verba pública
para financiar o Dark Horse, o material recebido da Justiça de São Paulo indica
haver um esquema de corrupção com vínculos com o PCC.
“No curso da investigação se fortalece a hipótese de
imbricação indissociável em um sofisticado esquema de destinação e desvio de
recursos públicos, com destaque para emendas parlamentares federais e para a
prefeitura de São Paulo. Essa organização alcançaria, inclusive, vínculos com a
facção PCC (Primeiro Comando da Capital), consoante linha investigativa
mencionada nos autos”, afirmou Dino em despacho publicado neste domingo.
A prefeitura de São Paulo foi procurada pela reportagem e
aguarda retorno. A Agência Brasil também entrou em contato com a assessoria do
deputado Mario Frias, mas ainda não recebeu resposta.
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Com informações Portal Agência Brasil.










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