CRISE NO STF: FACHIN ADIA JULGAMENTO DE ACUSAÇÕES DE MORAES CONTRA MENDONÇA; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 13h40 desta quinta-feira, 17 de
setembro de 2026.
Processo estava marcado para 23 de setembro e só voltará à
pauta após Supremo definir como casos serão conduzidos
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin,
adiou o julgamento da Petição 16.704, procedimento que reúne as acusações
feitas pelo ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça. A análise
estava marcada para 23 de setembro, mas só será retomada depois que o Plenário
resolver a disputa sobre a tramitação e a relatoria dos processos que estão no
centro da atual crise da Corte.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (17). Em despacho,
Fachin afirmou que as questões ainda pendentes no STF têm relação direta com a
Pet 16.704 e alcançam inclusive um “questionamento sobre a regularidade da
própria relatoria”. Por isso, determinou que uma nova data seja marcada
posteriormente.
Na prática, Fachin decidiu não levar o caso a julgamento
enquanto o Supremo não resolver uma discussão anterior: quem deve conduzir os
processos, se eles devem tramitar juntos e sob quais regras.
A Secretaria de Comunicação do STF explicou que manter o
julgamento em 23 de setembro significaria analisar a Pet 16.704 antes de o
próprio Plenário definir esses parâmetros.
Pedido de vista deixou impasse sem solução
A discussão começou na sessão de 15 de setembro, durante o
julgamento da Pet 16.662. Uma questão de ordem submeteu ao Plenário uma série
de providências que podem reorganizar a condução dos casos.
Entre elas estão a reunião das Pets 16.662 e 16.704 para
tramitação conjunta e a redistribuição dos processos segundo as regras internas
do STF. Também foi proposta a certificação, nos processos relacionados ao Banco
Master, de todos os magistrados mencionados sobre os quais recaiam indícios de
recebimento de valores indevidos. Depois disso, o procurador-geral da República
e os magistrados citados teriam prazo para se manifestar.
A questão de ordem, porém, não foi concluída porque houve
pedido de vista.
É justamente esse impasse que agora atingiu o calendário da
Pet 16.704. Segundo o informe divulgado pelo STF, Fachin considerou que as
matérias discutidas na questão de ordem têm relação “direta e imediata” com o
procedimento.
O julgamento das acusações envolvendo Moraes e Mendonça,
portanto, fica condicionado a uma decisão anterior do Plenário sobre como os
processos devem tramitar.
Relatoria entrou no centro da discussão
O trecho mais sensível do despacho de Fachin é a referência
expressa à regularidade da relatoria.
Ao justificar o adiamento, o presidente do STF registrou que
a questão de ordem pendente abrange “questionamento sobre a regularidade da
própria relatoria”.
Isso significa que o Supremo precisa resolver primeiro uma
discussão que pode alterar quem ficará responsável pela condução dos
procedimentos antes de avançar para o julgamento da Pet 16.704.
A Secretaria de Comunicação informou que, uma vez definidos
pelo Plenário os parâmetros para a tramitação dos processos, Fachin marcará uma
nova sessão para analisar a petição. Por enquanto, não há nova data definida.
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Com apuração do Portal ICL Notícias.











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