COMANDANTE DO EXÉRCITO CORRE 7 KM COM 37 CADETES DA AMAN PARA MANTER APTIDÃO FÍSICA; ENTENDA
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| (crédito: foto reprodução 'Meta IA' Sociedade Militar) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 20h10 deste domingo, 13 de setembro de 2026.
General Tomás Paiva já repetiu a cena em pelo menos quatro estados neste ano. O Manual de Campanha do Exército trata a resistência física como uma das 12 habilidades exigidas de qualquer militar que aspire à liderança
No dia 8 de setembro, o General de Exército correu 7 km na
área do Regimento e da Vila Militar, em Brasília, acompanhado de 37 cadetes,
incluindo representantes de outros 3 países.
A participação, divulgada pela própria Força Terrestre, se
soma a outras ocasiões em que o Comandante do Exército apareceu realizando
atividades físicas junto às tropas em diferentes regiões do Brasil.
Em 31 de julho deste ano, Tomás Paiva participou de um
treinamento físico militar centralizado com a tropa da 4ª Brigada de Cavalaria
Mecanizada, em Dourados (MS). Pouco antes, no Rio de Janeiro, correu 6 km e fez
flexões com os alunos da Escola de Sargentos de Logística.
Em 22 de outubro de 2025, o Comandante do Exército também
correu com militares da Escola de Sargentos das Armas (ESA), em Três Corações
(MG).
Mas por quê?
A repetição dessas imagens não ocorre apenas porque o
Comandante do Exército precisa manter a forma física. A própria doutrina
militar brasileira estabelece uma relação direta entre a condição física do
líder, o exemplo pessoal, a confiança da tropa e a capacidade de liderança.
O treinamento físico militar como capacidade de liderança do
Comandante do Exército
No último treinamento realizado com os cadetes, o Exército
destacou que a atividade reforça a importância do TFM como exercício da
liderança militar.
O encontro também foi apresentado como uma oportunidade para
os futuros aspirantes terem contato direto com o Comandante do Exército, e
vice-versa, compartilhando conhecimento e incentivando valores.
Aptidão física é obrigação do Comandante do Exército
A capacidade física demonstrada pelo Comandante do Exército
não é apresentada pela doutrina como ostentação. É, na realidade, uma exigência
relacionada à liderança militar.
O Manual de Campanha da Força Terrestre sobre liderança
militar estabelece que a aptidão física integra as competências exigidas dos
líderes militares em todos os escalões. O documento é direto:
“A aptidão física de um militar é o somatório da boa saúde e
de um adequado preparo atlético. Um comandante que não desfruta de boa aptidão
física dificilmente conseguirá a confiança e a liderança de seus subordinados,
porque não é um bom exemplo.”
O manual enfatiza que “é amplamente reconhecido o valor do
treinamento físico para a manutenção da boa forma do corpo e da mente”. Ele
também acrescenta:
“O treinamento físico militar, executado em conjunto com
método e hábitos saudáveis, é o segredo para adquirir boa aptidão física,
fundamental para uma liderança eficaz.”
A chamada resistência física é outra que aparece entre as 12
habilidades individuais requeridas dos militares brasileiros. Ela é tratada
como uma competência relacionada à capacidade de suportar as fadigas físicas
pelo maior tempo possível, inclusive sob condições adversas decorrentes do
exercício da função.
A boa forma física das tropas também aparece entre as 12
orientações práticas para a construção da liderança militar.
Nesse caso, a exigência não se limita ao Comandante do
Exército. Para se tornar um líder futuramente, os militares subordinados
precisam realizar regularmente o treinamento físico militar, buscando manter
uma boa condição física.
Nos Estados Unidos, a condição física também é parte da
liderança militar
As Forças Armadas brasileiras, em especial o Exército, têm em
diversos aspectos os Estados Unidos como referência. No Department of the Army,
órgão responsável pelo Exército norte-americano, a condição física ocupa espaço
formal na avaliação e no desenvolvimento dos líderes.O FM 6-22, manual de
desenvolvimento de líderes do Exército dos EUA, estabelece critérios e
requisitos de liderança que são constantemente avaliados. Entre eles está a
“presença” (Presence).
Para o Exército norte-americano, presença é a impressão que
um líder transmite aos outros por meio de sua aparência, comportamento, ações e
palavras, incluindo confiança, resiliência, boa conduta e condicionamento
físico.
Na dimensão do condicionamento físico, é avaliado com ponto
forte o militar que dá exemplo pessoal nos domínios da prontidão física e não
física, contribuindo para o bem-estar emocional e para as capacidades de
decisão sob estresse prolongado. O manual afirma:
“Sua atitude transmite a importância do condicionamento
físico e promove um ambiente favorável à mudança da cultura de saúde e
condicionamento físico no Exército.”
No extremo oposto, militares avaliados como apresentando
“necessidade de desenvolvimento” têm saúde física, força e/ou resistência
consideradas insuficientes para cumprir a maioria das missões. O documento
também relaciona essa falta de prontidão a aspectos não físicos, como nutrição,
saúde mental, espiritualidade e sono.
Generais de Exército norte-americanos são cobrados duramente
pela forma física
A importância atribuída ao condicionamento físico chegou a
provocar uma forte reação pública nos Estados Unidos.
Em outubro de 2025, o então secretário de Defesa
norte-americano, Pete Hegseth, causou polêmica ao dizer, em um discurso para
militares, que era “inaceitável ver generais e almirantes gordos”.
A declaração foi controversa, mas expôs uma característica da
cultura militar norte-americana: a cobrança por condicionamento físico alcança
também os oficiais de mais alta patente.
Nos Estados Unidos, os militares passam por dois testes de
aptidão física por ano e precisam realizar treinamento de aptidão física todos
os dias de serviço. Os integrantes das Forças Armadas que não seguem os
parâmetros estabelecidos podem ser, inclusive, demitidos.
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Com informações Revista Sociedade Militar.










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