O QUE SABEMOS SOBRE DEPATE ENTRE OS CANDIDATO AO GOVERNO DE SÃO PAULO OCORRIDO ONTEM, DOMINGO (9/8)?
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| (crédito: ICL Nótícias) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 9h06 desta segunda-feira, 10 de agosto
de 2026.
O primeiro debate para o governo de São Paulo nas eleições de
2026, realizado pela Band no domingo, 9 de agosto, foi protagonizado
exclusivamente por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).
O encontro ganhou contornos de "segundo turno
antecipado" e forte nacionalização, já que a dupla lidera de forma isolada
as pesquisas de intenção de voto.
— Principais Embates e Temas do Debate Segurança Pública e
PCC:
Tarcísio abriu o debate defendendo os índices criminais de
sua gestão. Ele citou recordes históricos de queda em latrocínios e roubos de
carga, o momento mais tenso ocorreu quando o governador acusou Haddad de
participar de um ato na Favela do Moinho ao lado de uma mulher apontada como
liderança do tráfico. O petista rebateu enfaticamente: "Abaixa essa
bola", e disse que teria dado voz de prisão se soubesse de qualquer crime.
"Decoreba" e Indicadores de Educação: Haddad atacou os resultados
paulistas no Ensino Médio, apontando que o estado caiu da 3ª para a 10ª
colocação no ranking do Ideb.
Ao criticar o excesso de dados trazidos pelo atual
governador, o ex-ministro ironizou Tarcísio, chamando-o de "meio
decoreba" e "concurseiro".
Fatos verificados pela Agência Lupa confirmaram que Haddad
estava correto sobre a queda no Ideb.
– Onda de Privatizações:
O candidato do PT criticou a venda da Sabesp e a privatização
de linhas de trem, parques e do serviço funerário, Tarcísio defendeu o seu
plano de desestatizações. Ele alegou que os leilões não são ideológicos, mas
sim necessários para injetar bilhões de reais em investimentos em
infraestrutura e saneamento.
— Nacionalização e Política Externa: Haddad buscou associar o
governador ao bolsonarismo e explorou episódios internacionais, como o apoio de
aliados de Tarcísio a tarifas do presidente americano Donald Trump que afetaram
o agronegócio paulista, ele relembrou um vídeo em que o atual governador vestia
um boné de Trump e alfinetou: "O governador tem que colocar o boné do
Brasil".
Tarcísio focou em rebater detalhando planos estaduais de
fôlego financeiro para as indústrias afetadas.
— Clima nos Bastidores e Confusão
Ao final do programa, houve uma ríspida discussão fora dos
púlpitos, o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB) — principal cabo eleitoral
e aliado de Tarcísio —, foi até Fernando Haddad tirar satisfações. O motivo foi
uma acusação do petista durante as considerações finais. Haddad mencionou
supostas irregularidades em contratos de Wi-Fi da prefeitura envolvendo
repasses ao crime organizado (PCC) e financiamentos políticos.
Nunes exigiu ruidosamente que o petista "fosse
homem" e provasse os indícios, forçando assessores a intervirem para
afastar os dois. Análise e Audiência Analistas políticos da Folha de S.Paulo e
do UOL avaliaram o encontro como de alto nível técnico, mas excessivamente
travado em jargões econômicos. Isso acabou distanciando o eleitor comum e
resultou em baixos índices de audiência na televisão na Grande São Paulo. O
debate acabou servindo majoritariamente como fonte de cortes e munição digital
para as redes sociais de ambos os lados.
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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz/Foto reprodução ICL Notícias.
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