MORAES MANDA SUSPENDER PAGAMENTOS “EXORBITANTES” A MAGISTRADOS E COBRA DEVOLUÇÃO
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| (crédito: foto reprodução "IA Meta arquivo do Blog Eterno Aprendiz) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 11h 55 desta quarta-feira, 12 de agosto
de 2026
Decisão do STF determina corte imediato de verbas
indenizatórias fora das regras fixadas pela Corte e exige informações sobre
pagamentos feitos por sete tribunais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
(STF), determinou nesta quarta-feira (12/8) a suspensão imediata de pagamentos
de verbas indenizatórias a magistrados que ultrapassem os limites estabelecidos
pela Corte ou que não tenham sido expressamente autorizados em decisão
anterior. A medida alcança integrantes da ativa, aposentados e pensionistas dos
Tribunais de Justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do
Norte, Rondônia e do Distrito Federal.
A decisão ocorre após o STF identificar, a partir de
informações prestadas pelos tribunais, uma série de pagamentos considerados
incompatíveis com os parâmetros definidos pelo plenário. Entre os exemplos
citados estão auxílios, gratificações e licenças compensatórias, além de verbas
relacionadas a funções administrativas, acúmulo de atividades e cargos de
direção. Moraes também apontou pagamentos considerados "exorbitantes"
em diferentes cortes.
No Tribunal de Justiça do Maranhão, por exemplo, um
desembargador aposentado recebeu autorização para receber R$ 3,26 milhões em
verbas rescisórias, divididos em 12 parcelas. Na folha de abril, 300
magistrados receberam valores superiores a R$ 100 mil. No Tribunal de Justiça
do Rio de Janeiro, pelo menos cinco magistrados receberam mais de R$ 200 mil no
mesmo mês, enquanto 589 ultrapassaram a marca de R$ 100 mil.
Outros tribunais também apresentaram pagamentos elevados. No
Distrito Federal, uma magistrada recebeu R$ 490,6 mil em maio. Em Goiás, nove
magistrados tiveram rendimentos acima de R$ 200 mil em abril. No Rio Grande do
Norte, um magistrado aposentado recebeu R$ 554,8 mil em abril e R$ 544,8 mil em
maio. Em Rondônia, aproximadamente 90% dos magistrados receberam mais de R$ 100
mil em abril, segundo os dados analisados pelo ministro.
O STF havia estabelecido, em julgamento realizado em março e
com esclarecimentos posteriores em julho, que as verbas indenizatórias
autorizadas teriam limite máximo de 70% do subsídio. Desse total, até 35%
poderiam corresponder à parcela de valorização por tempo de antiguidade na
carreira, enquanto os outros 35% ficariam destinados às demais rubricas
indenizatórias permitidas. A Corte também determinou a suspensão de pagamentos
não autorizados, independentemente de ultrapassarem ou não o limite percentual.
Moraes determinou ainda que os tribunais identifiquem, em até
72 horas, os magistrados beneficiados por pagamentos que não estejam
rigorosamente de acordo com a decisão do STF e encaminhem a relação ao processo
sob sigilo. Os valores que tenham ultrapassado o limite de 70% deverão ser
devolvidos.
Os presidentes das cortes terão cinco dias para apresentar
documentos que comprovem a suspensão dos pagamentos e as devoluções. O ministro
também cobrou da Advocacia-Geral da União as folhas de pagamento completas de
seus membros e determinou a apuração de eventuais irregularidades.
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Com informações Correio Braziliense.


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