BRASIL E EUA DEFINEM DATA DE REUNIÃO PARA DISCUTIR TARIFAÇO
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| (crédito: foto reprodução Arquivo do Blog Eterno Aprendiz) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 8h30 desta quarta-feira, 26 de 2026.
O ministro do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o
representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson
Greer, vão se reunir na próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de
Brasília. O encontro será virtual e foi confirmado pelo ministério à Agência
Brasil.
A retomada das tratativas foi acertada durante telefonema
entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido na
última sexta-feira (21). A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e,
segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial. Os dois líderes
abriram um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa
comercial provocada pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre
produtos brasileiros.
Durante a ligação, ainda de acordo com o Planalto, o
presidente brasileiro defendeu a retomada das negociações comerciais e afirmou
que as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção
das novas tarifas são infundadas.
Entre os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para
fundamentar as medidas estão questões relacionadas a desmatamento, acordos
preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e
importações de produtos associados a trabalho forçado.
Lula afirmou que as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto
os Estados Unidos e defendeu o diálogo como caminho para preservar a relação
comercial entre os dois países.
Trump concordou com a necessidade de manter os vínculos
comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes dos dois
governos.
Tarifaço
Em julho, o USTR impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários
produtos provenientes do Brasil, após cerca de um ano de análise.
Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário,
calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas
elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos
manufaturados.
O USTR justificou suas taxas dizendo que certas práticas
adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de
agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses. Uma
sobretaxa adicional de 12,5% também foi aplicada na sequência sobre mais
produtos nacionais, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos
eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho
forçado.
Com isso, as novas tarifas em vigor desde o fim do mês
passado atingem cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras ao mercado
norte-americano, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O governo brasileiro já havia apresentado um pedido de
consultas no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial de
Comércio (OMC), argumentando que as tarifas aplicadas são
"inconsistentes" com as regras definidas pela entidade. Em resposta,
os EUA aceitaram o pedido para participar das consultas no âmbito da OMC.
Desde o início das taxações por parte do governo Trump, o
Brasil vem reforçando que na relação comercial entre os dois países, os EUA são
superavitários, ou seja, vendem mais do que compram. Na nota em que anuncia a
abertura do processo de reciprocidade econômica, o governo brasileiro aponta
que seguirá atuando para reduzir os danos causados pelas tarifas à economia e à
renda dos brasileiros.
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Com informações do Portal Agência Brasil.
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