DEPARTAMENTO DE ESTADOS DOS EUA CLASSICOU COMO “ABSURDO” O TEMOR DE AÇÃO MILITAR CONTRA O BRASIL; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução "AI" para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 20h15 desta terça-feira, 07 de julho de 2026.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou como
"absurdo" o suposto temor do Itamaraty de que a designação do Primeiro
Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações
terroristas estrangeiras pudesse servir para justificar o uso de força militar
contra o Brasil.
➦ O embate diplomático e os detalhes por trás dessas
declarações envolvem os seguintes pontos:
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira,
enviou uma resposta oficial a um requerimento de informação da Câmara dos
Deputados. No texto, o chanceler alertou que a inclusão das facções na lista de
organizações terroristas pelos EUA abria um precedente perigoso para a
soberania nacional.
➦ Os riscos apontados:
O Itamaraty destacou que a legislação de contraterrorismo
americana é altamente discricionária e unilateral, isso daria margem para os
EUA adotarem medidas extraterritoriais nas esferas financeira, migratória e
penal contra cidadãos ou empresas brasileiras, além do "risco de uso da
força militar dos EUA contra o território nacional".
➦ A Resposta dos Estados Unidos:
Classificação de
"absurdo": Diante da repercussão do documento brasileiro, o
Departamento de Estado americano reagiu diretamente, rejeitando a hipótese de
invasão ou intervenção armada e tachando a preocupação do governo brasileiro
como descabida.
➦ Foco em sanções e cooperação:
A porta-voz do Departamento de Estado e autoridades
norte-americanas reforçaram que ações militares na soberania brasileira estão
completamente descartadas, o objetivo da designação é puramente legal e
financeiro, visando asfixiar redes de lavagem de dinheiro das facções que
operam além das fronteiras brasileiras, inclusive dentro de solo americano.
➦ O Contexto da Decisão de Washington
Sob a administração de Donald Trump, o governo
norte-americano incluiu o PCC e o CV na lista de Organizações Terroristas
Estrangeiras (FTO). A medida foi oficializada após forte pressão e lobby da
oposição de direita brasileira; na prática, o enquadramento converteu o
problema do crime organizado da esfera policial para a de segurança nacional
dos EUA. Isso já resultou em congelamento de ativos, sanções econômicas contra
empresas e cidadãos associados ao PCC, além de restrições severas de vistos e
ameaças de sanções a bancos intermediários.
O temor do governo brasileiro — embora rechaçado por
Washington — ganhou força devido a operações americanas recentes na América
Latina, como ações contra o grupo Tren de Aragua na Venezuela e ataques a
embarcações de narcotráfico no Caribe; no entanto, analistas políticos e as
próprias Forças Armadas avaliam que uma intervenção armada no Brasil é
extremamente improvável devido ao tamanho da economia do país e ao histórico de
relações institucionais bilaterais.
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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz.





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